Os moradores da Urbanização das Hortinhas – Casas do Planalto, em Coruche, manifestaram ao NS indignação perante uma praga de baratas que, segundo relatam, tem afetado nas últimas semanas não só a via pública, mas também o interior de várias habitações.
A situação ocorre numa zona residencial da vila de Coruche e tem gerado preocupação entre os residentes, que falam num problema persistente e com impacto direto na qualidade de vida das famílias. De acordo com os moradores, os insetos têm surgido em grande número nas ruas, junto a caixas e coletores de esgoto, acabando por entrar nas casas através da canalização, janelas e portas.
Os residentes associam o aparecimento da praga ao período em que tiveram início as obras do novo empreendimento “Planato Residense”, embora admitam não existir ainda confirmação técnica de uma relação direta entre a construção e a origem do problema. Ainda assim, garantem que, em mais de uma década, nunca tinham enfrentado uma situação semelhante no bairro.
Há moradores que classificam o caso como um possível “risco para a saúde pública”, referindo que, em algumas habitações, são retiradas diariamente várias baratas do interior das casas. A preocupação é maior entre famílias com crianças pequenas, que temem os efeitos sanitários da presença constante dos insetos.
Segundo os residentes, a situação arrasta-se há vários meses, com diversos contactos já efetuados junto da Câmara Municipal de Coruche. A resposta mais visível terá ocorrido esta semana, quando uma equipa contratada pela autarquia se deslocou ao local para realizar uma ação de desinfestação.
Na sequência dessa intervenção, moradores relatam que milhares de insetos começaram a sair das caixas e coletores de esgoto, reforçando a perceção de que o problema terá origem na rede subterrânea ou em zonas associadas ao saneamento.
Perante a persistência da praga, há relatos de moradores que recorreram a serviços privados de desbaratização, com custos na ordem dos 400 euros, numa tentativa de minimizar o problema dentro das próprias habitações. Os residentes defendem que, tratando se de uma situação identificada há bastante tempo, deve existir uma resposta mais eficaz e definitiva, pedindo também que a autarquia os possa ressarcir do investimento realizado.
De momento, segundo os moradores, a autarquia estará, através das equipas de higiene urbana, a tentar identificar a proveniência dos insetos, com o objetivo de atuar de forma mais concreta na resolução do problema.
Os residentes esperam agora que a Câmara Municipal de Coruche avance com medidas reforçadas de desinfestação e monitorização, para travar a propagação da praga e devolver tranquilidade às famílias que vivem na zona do Planalto.





