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Portugal passa a celebrar o Dia Nacional da Vinha e do Vinho a 31 de julho

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Foto por: D.R.
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Portugal vai assinalar, pela primeira vez, o Dia Nacional da Vinha e do Vinho, instituído por despacho do ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes. A celebração será realizada anualmente a 31 de julho, data escolhida para afirmar a importância da vinha e do vinho na história, na economia, na paisagem e na cultura portuguesas.

A criação desta efeméride coincide com o 40.º aniversário do Instituto da Vinha e do Vinho, criado em 1986 pelo Decreto Lei n.º 304/86. Para assinalar quatro décadas de atividade, o organismo vai lançar o novo Portal da Vinha e do Vinho e apresentar o Anuário 2025 de Vinhos e Aguardentes de Portugal.

O lançamento do novo portal está marcado para as 10h30 de 31 de julho, numa sessão destinada à comunicação social, que contará com a presença do ministro da Agricultura e do Mar. Seguir se á a declaração formal da instituição do primeiro Dia Nacional da Vinha e do Vinho, através de um despacho a publicar em Diário da República.

A sessão da manhã terminará com uma prova de vinhos dirigida aos profissionais da comunicação social.

Segundo o Instituto da Vinha e do Vinho, a nova data pretende constituir “um marco de celebração e de afirmação pública do valor civilizacional do vinho e da centralidade da vinha na paisagem, na história, na economia, na iconografia e na cultura de Portugal”.

Ao longo de quatro décadas, o instituto consolidou se como a autoridade nacional responsável pela coordenação e controlo do setor vitivinícola, pela gestão das denominações de origem e das indicações geográficas e pela valorização do património associado à produção de vinho.

As comemorações prosseguem entre as 19h30 e as 22h30, na sede do instituto, reunindo representantes do setor vitivinícola, do Governo, da academia, da cultura e do corpo diplomático.

O pátio do edifício será transformado num espaço de degustação dedicado às 14 regiões vitivinícolas portuguesas, onde serão apresentadas denominações de origem protegida e indicações geográficas protegidas nacionais. A iniciativa contará com a colaboração da Associação Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas e da Associação dos Escanções de Portugal.

O programa inclui uma sessão solene de evocação dos 40 anos do instituto, uma mostra de vinhos envelhecidos na Adega do Mar e submersos pela empresa ECOALGA, explorando o conceito de “Marroir”, e a apresentação dos projetos gastronómicos “Menus com História” e “Livros de Culto da Cozinha Portuguesa”.

As celebrações contemplam ainda uma exposição de pintura, com destaque para Roque Gameiro, e uma mostra de faiança de Bordallo Pinheiro dedicada à vinha e ao vinho.

A literatura vínica terá igualmente um espaço próprio, com a apresentação do original de “Portugal Vinícola”, de Cincinnato da Costa, pertencente ao instituto e levado à Exposição Universal de Paris em 1900.

O percurso inclui também uma coleção privada de rótulos de Abel Pereira da Fonseca associada à figura de Fernando Pessoa e a obra contemporânea “Viti, Vini, Vici”, com excertos declamados pelo autor, Thomaz Vieira da Cruz.

O programa cultural integra o concerto “In Vino Veritas”, pelo Ensemble Vocal Introitus, e o núcleo “A Ciência por detrás da Vinha e do Vinho”, instalado na biblioteca do instituto, reunindo contributos da academia e da investigação científica aplicada ao setor.

Durante a cerimónia será ainda prestada uma homenagem surpresa a uma personalidade considerada marcante na identidade do Instituto da Vinha e do Vinho.

Ao assinalar os 40 anos, o organismo destaca também o turismo vitivinícola como um instrumento de desenvolvimento económico das regiões e de projeção internacional dos vinhos portugueses.

O instituto afirma a vinha e o vinho como “um dos mais elevados produtos da civilização mediterrânica e um traço maior da identidade portuguesa”.

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