Pilotos deixam elogios à prova portuguesa do Mundial de todo-o-terreno

3 Abril 2024, 9:54 Não Por Lusa

Os principais candidatos à vitória no Rally-Raid Portugal deixaram hoje elogios à ronda portuguesa do Campeonato do Mundo de todo-o-terreno, que vai para a estrada na quarta-feira, com partida em Grândola, Setúbal.

Na conferência de imprensa de lançamento da prova, a terceira do Mundial, depois do Dakar e de Abu Dhabi, o mais expansivo acabou por ser o espanhol Carlos Sainz (Mini).

“Para mim, é sempre um prazer vir correr a Portugal. Estive aqui muitos anos no Mundial de Ralis e na Baja [de Portalegre], tenho muito boas recordações de ambos. Quero desfrutar da corrida, que, como sempre, deverá ter muito público”, disse o piloto espanhol, vencedor do Dakar2024.

O antigo bicampeão mundial de ralis deixou, também, um elogio ao companheiro de equipa nesta prova, o português João Ferreira: “Perguntei-lhe a idade e percebi que é mais novo do que o meu filho. Ter companheiros de equipa mais jovens do que o meu filho é uma sensação estranha. Mas é um piloto muito profissional e rápido, tenho a certeza de que terá um grande futuro pela frente”.

 Já o qatari Nasser Al-Attiyah (Prodrive) admitiu que estará “a lutar pela vitória”, apesar de antever uma “prova dura” devido à lama.

“Obrigado à organização e a todas as pessoas que permitiram colocar o Mundial aqui na Europa, é muito importante termos uma corrida do W2RC aqui. Não vai ser uma prova fácil para ninguém e vou tentar estar na luta pela vitória. É uma corrida longa e com estas condições de chuva e lama deve ser muito dura”, disse.

Para o francês Sébastien Loeb (Taurus), a chuva e a lama serão um desafio suplementar, apesar de prever contar com o apoio do público.

“Guardo grandes memórias de Portugal, sempre foi especial correr aqui, devido à atmosfera criada pelos espetadores. Não será fácil guiar aqui, nestas condições de chuva e lama. Vamos colocar um para-brisas no carro”, admitiu.

Já o português João Ferreira manifestou o sonho de lutar pela vitória nesta prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP).

“Vamos dar o nosso melhor entre todas as lendas que temos aqui. Não escondo que gostava de entrar na luta pela vitória, mas também ainda não temos a mesma experiência de outros pilotos. É importante estarmos calmos, chegarmos ao final todos os dias e vermos onde nos situamos no final”, garantiu.

Nas motas, o luso-germânico Sebastian Bühler (Hero) será um dos candidatos ao triunfo, até pelo conhecimento que tem do terreno.

“É muito bom termos uma prova como esta em Portugal, temos o país perfeito para isto. Não é como no deserto aberto, onde a navegação é mais importante”, apontou, enquanto o companheiro de equipa, Ross Branch, sublinhou que “é um prazer estar neste país lindíssimo e num evento com este nível”.

O português António Maio (Yamaha) será outro dos pilotos a poder brilhar nos trilhos que bem conhece das provas nacionais.

“Temos, de facto, condições fantásticas, que nos proporcionam momentos de condução únicos. Fazer mais de 1.000 quilómetros nestes trilhos será uma grande emoção para todos os pilotos, principalmente para nós, portugueses”, anotou.

Na discussão pela vitória estará, também, a Honda oficial, gerida pelo português Ruben Faria, que anteviu um grande equilíbrio na frente.

“Na nossa equipa, temos pilotos com capacidade para lutar pela vitória: o Adrien [Van Beveren], o Pablo [Quintanilla] e o Tosha [Schairena]. Mesmo o Skyler [Howes] está a ficar cada vez mais competitivo neste tipo de percurso. Vamos ter uma prova muito diversa, com terrenos diferentes a cada etapa e isso valoriza o piloto que conseguir ser mais forte”, concluiu.

O Rally-Raid Portugal, que se realiza entre quarta-feira e domingo, é a terceira ronda do Mundial de todo-o-terreno.

A prova que se estreia no calendário divide-se em cinco etapas, com um total de 1.758 quilómetros.

O percurso atravessa mais de uma dezena de concelhos em Portugal e Espanha, nomeadamente Grândola, Santiago do Cacém, Abrantes, Alcácer do Sal, Almeirim, Chamusca, Coruche, Mação, Ponte de Sor, Salvaterra de Magos, Sines e Badajoz.

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