A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo voltou a apostar numa presença autónoma do Ribatejo na Bolsa de Turismo de Lisboa, reforçando uma estratégia que, segundo Pedro Beato, vice-presidente da entidade e responsável pela região da Lezíria do Tejo, tem vindo a consolidar a notoriedade do território a nível nacional.
“Esta é uma aposta muito clara quer do presidente José Santos, quer minha. Desde a primeira hora, há cerca de três anos, tomámos a decisão de autonomizar o Ribatejo do Alentejo”, afirmou Pedro Beato, sublinhando que este é já o terceiro ano consecutivo com um stand exclusivamente dedicado ao Ribatejo.
O responsável destaca que o objectivo passa por afirmar o território como um destino turístico de referência. “Estamos a trabalhar para que o Ribatejo tenha uma notoriedade maior e para que seja o próximo destino do país”, declarou.
O stand do Ribatejo tem sido marcado por uma programação intensa, com apresentações permanentes ao longo do dia, envolvendo municípios e empresas. Para Pedro Beato, esta dinâmica é fundamental. “Estamos no maior evento do turismo no nosso país. Os nossos municípios e as nossas empresas aproveitam os contactos com operadores nacionais e internacionais para fazer negócio. O turismo é uma indústria e é preciso que este negócio surja para consolidarmos cada vez mais o sector no Ribatejo.”
Segundo o vice-presidente, a estratégia passa por atrair mais e melhor investimento, mas também por aumentar o número de visitantes e incentivar o empreendedorismo local. “Queremos que conheçam o que já existe, que descubram o que há para sentir e experimentar no Ribatejo e que outros se sintam motivados a desenvolver os seus negócios. Precisamos de aumentar os nossos números em termos de turismo.”
Três anos depois do início deste ciclo, Pedro Beato considera que os resultados são visíveis. “Pelo menos esse é o feedback que temos dos autarcas, dos promotores turísticos e daqueles que nos visitam. Percebemos que há mais empresas interessadas em conhecer o território e em investir no Ribatejo.”
A proximidade tem sido, segundo o responsável, uma das marcas do actual modelo de gestão. “Estamos presentes no território sempre que somos chamados. Promovemos iniciativas novas, apoiamos projectos e trabalhamos numa lógica de proximidade com os promotores, com as autarquias e com as comunidades. Essa relação próxima faz a diferença.”
Pedro Beato realça ainda a importância de preservar a autenticidade e a identidade ribatejana. “Há um respeito muito grande pela identidade de um território que tem uma força própria. Isso tem contribuído para que o Ribatejo tenha hoje uma notoriedade maior no panorama nacional.”
Relativamente ao anúncio de uma aposta reforçada da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo na próxima edição da BTL, o vice-presidente considera que se trata de um sinal positivo. “Está em linha com aquilo que temos vindo a dizer sobre a prioridade que os municípios estão a dar ao turismo. É bom para o território que a Comunidade Intermunicipal queira apostar mais forte na BTL.”
O responsável adiantou que será apresentado em breve o plano de promoção junto da Comunidade Intermunicipal, incluindo novidades ao nível da internacionalização. “Pela primeira vez iremos ter acções na zona fronteiriça e mesmo em Espanha, na activação da marca Ribatejo. É uma novidade importante, a par do reforço da activação da marca nos meios nacionais.”
Para Pedro Beato, o caminho faz-se com diálogo e articulação entre entidades públicas e privadas. “Com serenidade e tranquilidade teremos uma conversa franca com a Comunidade Intermunicipal, com os autarcas e com os empresários. O principal enfoque é a indústria do turismo, os nossos produtos, os nossos promotores turísticos, a iniciativa privada e a iniciativa pública. Nós só fazemos parte da solução.”





