A Comissão Concelhia de Santarém do Partido Comunista Português voltou a defender a construção da Variante à EN3, entre o Cartaxo e Santarém, considerando a obra essencial para a segurança rodoviária e para a melhoria das ligações na região.
A posição surge na sequência de mais um incidente registado naquela estrada, com a interrupção da circulação automóvel junto à Ponte da Asseca, no passado dia 18, devido à derrocada da empena de uma habitação localizada junto à via.
Em comunicado, os comunistas afirmam que a necessidade da variante “confirma se à medida que se sucedem os incidentes e acidentes” na EN3, sublinhando que esta é uma reivindicação com várias décadas. A estrutura local do partido considera a futura via uma infraestrutura estruturante para a ligação entre os concelhos de Santarém e Cartaxo, bem como para outros territórios limítrofes.
O PCP aponta vários fatores que, na sua perspetiva, justificam a urgência da intervenção. Entre eles, o elevado volume de tráfego, tanto de veículos ligeiros como de pesados, os frequentes estrangulamentos ao longo do percurso e a elevada sinistralidade, com registo de acidentes graves, em particular na zona do Vale de Santarém.
Outro dos problemas destacados é a inadequação da EN3 às atuais características do tráfego rodoviário. “A estrada não está adaptada ao volume de circulação nem à dimensão dos pesados de mercadorias, sobretudo nos atravessamentos das localidades, onde a segurança dos peões fica em causa”, refere o comunicado.
A Comissão Concelhia de Santarém do PCP responsabiliza ainda os sucessivos governos do PS e do PSD, bem como diferentes executivos autárquicos liderados por estes partidos no concelho, por não terem avançado com o investimento. Segundo os comunistas, a obra foi mesmo retirada da lista de prioridades ao nível das infraestruturas rodoviárias da região.
O partido garante que vai continuar a lutar pela concretização da Variante à EN3, defendendo que a nova ligação rodoviária entre Santarém e Cartaxo poderá contribuir para melhorar significativamente as condições de vida das populações, em particular no Vale de Santarém, uma das zonas mais afetadas pelo tráfego intenso.





