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PCP de Santarém considera medidas “insuficientes” e quer resposta rápida e eficaz

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O PCP de Santarém considerou hoje “claramente insuficientes” as medidas do Governo para apoio das populações afetadas pela depressão Kristin, defendendo o reforço imediato dos centros de acolhimento e de apoio social nas zonas mais atingidas.

“Face ao anúncio do Governo de medidas claramente insuficientes de apoio às populações afetadas, reafirmamos que é dever do Estado garantir, com todos os recursos ao seu dispor, que nenhuma família fique sem apoio e que a reconstrução das zonas afetadas seja feita de forma eficaz e atempada”, salienta, em comunicado a Direção da Organização Regional de Santarém do PCP.

Para a estrutura regional comunista, “a resposta a uma catástrofe natural desta dimensão não pode depender apenas da boa vontade e do esforço das comunidades locais”.

“A região do Médio Tejo foi uma das mais duramente atingidas pela tempestade Kristin, com impactos profundos na vida das populações e no funcionamento de serviços essenciais, destacando-se os concelhos de Ferreira do Zêzere, Ourém e Tomar”, refere o PCP.

Perante a dimensão dos danos provocados pela depressão, a estrutura regional defende que “deve ser garantido o reforço imediato dos centros de acolhimento e de apoio social nas zonas mais afetadas, assegurando nomeadamente o acesso “a banhos quentes, pontos de carregamento de telemóveis, conservação de alimentos e apoio psicológico e social”.

“É essencial que se proceda à reposição célere dos serviços essenciais, em particular da rede elétrica e das telecomunicações, nos municípios onde estas foram interrompidas, com destaque para Ferreira do Zêzere”, lê-se na na nota, estimando-se que mais de 90% da população tenha ficado sem eletricidade e sem redes de telecomunicações.

Para o PCP, devem ser “mobilizados recursos públicos suficientes para a reparação urgente das infraestruturas danificadas, desde as vias municipais e os telhados de habitações particulares até às estruturas públicas, como escolas e edifícios institucionais” e “os trabalhadores das autarquias devem dispor de todos os meios necessários para este fim”.

Os comunistas defendem também “medidas de apoio económico direto, especialmente para os agricultores e pequenos comerciantes afetados, cuja atividade foi gravemente prejudicada pela tempestade”, pois os prejuízos na agricultura em “diversos municípios da Lezíria do Tejo e Ferreira do Zêzere, exigem uma resposta específica e adequada”.

A organização regional do PCP defende ainda que “devem ser amplamente mobilizadas as Forças Armadas de forma a garantir o significativo reforço do apoio aos serviços de proteção civil” e manifesta a sua solidariedade para com as populações afetadas no distrito e todos os que “têm sido incansáveis no apoio e proteção”, em especial forças de segurança e bombeiros.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem em gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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