A Comissão Concelhia de Benavente do PCP manifestou a sua oposição à moção aprovada na última reunião da Câmara Municipal, que defende o regresso da Parceria Público-Privada ao Hospital de Vila Franca de Xira.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis da AD e do Chega, a abstenção do PS e o voto contra da CDU, tendo suscitado críticas por parte dos comunistas, que “rejeitam e condenam veementemente” esta posição.
Segundo o PCP, a proposta surge num contexto de dificuldades no Serviço Nacional de Saúde e no funcionamento do hospital, apontando como exemplo o recente encerramento da urgência obstétrica e a transferência deste serviço para o Hospital de Loures.
Ainda assim, a estrutura local do partido considera que a solução apresentada não responde aos problemas existentes. “A gestão em regime de PPP não resolve qualquer um destes problemas”, refere, apontando como causas estruturais a falta de investimento, a dificuldade na retenção de profissionais e a ausência de um modelo de gestão eficaz.
Os comunistas acusam ainda o Governo de não assumir as responsabilidades necessárias, defendendo que “recusa-se a tomar as decisões necessárias e a garantir o financiamento adequado” para o funcionamento do SNS.
No comunicado, o PCP critica igualmente o conteúdo da moção aprovada, considerando que esta “se presta a um exercício de manipulação política e ideológica”, ao apresentar o fim da PPP como uma decisão ideológica e o seu regresso como uma solução técnica.
A Comissão Concelhia de Benavente alerta também para o que considera ser uma estratégia mais alargada de transferência de serviços públicos para o setor privado, referindo a possibilidade de gestão de centros de saúde em regime de PPP.
O PCP reafirma a defesa de “um SNS público, robusto e de qualidade”, sustentando que os hospitais privados devem funcionar com receitas próprias e não com financiamento público.
No âmbito desta posição, o partido anunciou a realização de uma concentração em defesa do Serviço Nacional de Saúde, agendada para o dia 21 de abril, em frente ao Centro de Saúde de Benavente, apelando à participação da população nesta ação.
A estrutura comunista garante que continuará a intervir “em defesa do SNS e do direito constitucional à Saúde”, num contexto que considera exigente para o setor.




