A Direção da Organização Regional de Santarém do PCP (DORSA), reunida no passado dia 6 de março, analisou a situação política e social no distrito e aprovou o Projeto de Resolução Política da 12.ª Assembleia da Organização Regional de Santarém, marcada para 30 de maio, em Alpiarça. Entre as principais preocupações apontadas pelos comunistas estão os problemas que afetam os trabalhadores e as populações da região, desde a situação dos serviços públicos às consequências das recentes intempéries.
Segundo a DORSA, o distrito de Santarém continua a sentir os efeitos daquilo que o partido classifica como “política de direita”, com impactos diretos nas condições de vida das populações. Em particular, o PCP alerta para a situação no setor da saúde, sublinhando a preocupação com o futuro das urgências de obstetrícia do Hospital Distrital de Santarém.
Em comunicado, a organização regional afirma que “o ataque aos serviços públicos assume contornos particularmente graves com a ameaça de encerramento das urgências de obstetrícia do Hospital Distrital de Santarém, que a concretizar-se representaria um retrocesso inaceitável no acesso à saúde”. Neste contexto, o partido anunciou a realização de um conjunto de ações em defesa do Serviço Nacional de Saúde, previstas para vários pontos do distrito no próximo dia 21 de abril.
Outro dos temas em destaque foi o impacto das intempéries que atingiram recentemente o distrito. Para os comunistas, a resposta do Governo revelou-se insuficiente face às necessidades das populações e das empresas afetadas. A DORSA considera que “as intempéries vieram revelar, de forma cruel, a resposta tardia e insuficiente do Governo, deixando populações e empresas sem os apoios de que carecem para reconstruir as suas vidas e retomar as suas atividades”.
A organização regional defende ainda a necessidade urgente de reforçar infraestruturas e acessibilidades no território. Entre as medidas apontadas está a construção de novas travessias sobre o Tejo, nomeadamente na Chamusca e em Constância, bem como a melhoria global da rede de transportes e comunicações.
No mesmo documento, o PCP sublinha que “a necessidade de novas travessias do Tejo, bem como um plano integrado de melhoria e modernização da rede de transportes e acessibilidades no distrito, tornou-se ainda mais urgente e incontornável”.
O partido defende igualmente apoios às populações afetadas pelos estragos provocados pelas intempéries, assim como medidas dirigidas à agricultura e às micro, pequenas e médias empresas da região. Para a DORSA, “aquilo que é urgente é a canalização de meios para uma resposta imediata que permita o refazer de vidas”.
A organização regional aproveitou ainda a reunião para saudar as várias iniciativas de luta promovidas por trabalhadores e movimentos sociais, destacando a manifestação convocada pela CGTP-IN em Lisboa no passado dia 28 de fevereiro. Segundo o PCP, esta mobilização demonstrou “a força e a determinação dos trabalhadores em derrotar a ofensiva do Governo”.
Entre as próximas iniciativas apontadas estão ações como a Manifestação Nacional de Mulheres, a 8 de março, com desfile em Torres Novas, a manifestação pela paz a 14 de março em Lisboa, bem como as comemorações do 25 de Abril e as celebrações do 1.º de Maio.
A reunião da DORSA marcou também o arranque do processo de discussão do Projeto de Resolução Política da 12.ª Assembleia Regional, que decorrerá nas várias estruturas do partido no distrito. O objetivo, segundo o PCP, é reforçar a organização e a intervenção política junto das populações.
No ano em que o partido assinala o seu 105.º aniversário, a organização regional reafirma a confiança na mobilização popular. “O PCP reafirma a sua total confiança na força, na unidade e na determinação dos trabalhadores e do povo do distrito de Santarém”, refere a DORSA, acrescentando que “é possível romper com a política de direita e construir uma alternativa patriótica e de esquerda que responda aos interesses da esmagadora maioria da população”.




