A Comissão de Freguesia do Couço do Partido Comunista Português (PCP) acusa o executivo municipal de Coruche, liderado pelo Partido Socialista, de “total irresponsabilidade e negligência” na gestão do processo relacionado com a Ponte da Escusa, cuja estrutura terá sofrido uma derrocada completa esta quarta feira, 29 de janeiro de 2026, na sequência das cheias do rio Sorraia.
Em comunicado, os comunistas recordam que a situação se arrasta há mais de dois anos. “Dois anos depois das promessas feitas, continua por construir a nova travessia anunciada em 2023, uma promessa repetidamente adiada e nunca cumprida”, refere a estrutura local do partido.
A Comissão relembra ainda os acontecimentos de 13 de dezembro de 2022, quando uma noite de forte precipitação levou o rio Sorraia a transbordar, arrastando grandes quantidades de jacintos de água e provocando o deslizamento dos tabuleiros da ponte. “O Município comprometeu-se, de imediato, a avançar com a construção de uma nova infraestrutura, após a divulgação do parecer técnico. Contudo, desde então, tem acumulado desculpas, adiamentos e justificações, sem apresentar qualquer avanço concreto”, sublinha o PCP.
Para a estrutura partidária, a importância da Ponte da Escusa é estratégica para a região. “A Ponte da Escusa é uma infraestrutura absolutamente essencial para a mobilidade, a segurança e o desenvolvimento económico e social da freguesia do Couço e do concelho de Coruche”, lê se no comunicado. A sua ausência prolongada, acrescenta, “tem causado prejuízos graves à população, dificultam o acesso a serviços essenciais, prejudicam o transporte de mercadorias e afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas”.
O PCP denuncia ainda que a alternativa rodoviária disponível não tem recebido a manutenção necessária, situação que “tem provocado avarias e custos acrescidos aos utilizadores”.
Apesar de garantias anteriormente tornadas públicas pela Agência Portuguesa do Ambiente e pelo Município de Coruche, os comunistas afirmam que “a realidade é clara, não houve qualquer avanço real. A população continua abandonada, sem respostas, sem obra e sem a travessia que lhe foi retirada desde 13 de dezembro de 2022”.
Perante o cenário, a Comissão de Freguesia do Couço do PCP exige “medidas imediatas e eficazes para desbloquear o processo e iniciar, sem mais demoras, a construção da nova ponte”, reclamando também “transparência total, informação regular e o fim das promessas vazias que têm marcado a atuação do executivo municipal”.
“A população da freguesia do Couço merece respeito, soluções e obras, não mais adiamentos”, conclui o comunicado.





