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Passividade das autoridades obriga populares a enfrentar grupo que aterrorizava Vale de Figueira

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Foto por: Freepik
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O grupo de três jovens, dois rapazes e uma rapariga, que tem aterrorizado a população da aldeia de Vale de Figueira, em Santarém, foi alvo de agressões por parte de vários populares, na sequência de mais um desacato causado pelos delinquentes, na manhã de segunda-feira, 22 de dezembro.

O grupo, que reside numa casa nas imediações do posto de abastecimento da PRIO, onde já se tinham envolvido em confrontos na noite de 20 de dezembro e que resultaram numa tentativa de homicídio, começaram a provocar e a insultar vários populares que se encontravam no posto de abastecimento. O grupo de homens dirigiu-se aos jovens e terão começado as agressões. Um dos jovens ainda terá, alegadamente, empunhado uma arma branca, mas nem isso travou os populares que já demonstrava pouca paciência para os comportamentos violentos que o grupo apresentava nas últimas semanas.

Um dos jovens ainda se tentou colocar em fuga mas acabou perseguido pelo grupo que o voltou a agredir. A GNR esteve no local e os jovens acabaram transportados ao Hospital Distrital de Santarém. Os populares esperavam que o grupo partisse para parte incerta, mas segundo nos foi possível apurar os meliantes mantêm-se na aldeia.

O grupo chegou há cerca de um mês e meio à aldeia e estavam a residir numa casa que alegadamente pertence ao irmão mais velho de um dos elementos, onde também já tinha residido a mãe. Também a mãe causou mal-estar perante a vizinhança já que tinha cerca de 30 cães e gatos no interior da habitação, o que motivou várias queixas ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e ao departamento de Saúde Pública, embora as autoridades nunca tenham agido perante a situação, segundo relata uma moradora de Vale de Figueira ao NS.

População critica passividade das autoridades

A população de Vale de Figueira mostrou-se bastante desagradada com a atuação que a GNR teve perante os vários casos em que este grupo se envolveu. Vários moradores relataram ao NS que os militares eram chamados e cingiam-se a identificar os envolvidos nas ocorrências.

Mesmo quando na noite de sábado um dos jovens, com 17 anos, esfaqueou outro homem no peito após ameaça-lo que o matava, a GNR apenas identificou o agressor e não procedeu a uma detenção, ainda que já estivesse referenciado por situações idênticas, como ter ameaçado um vizinho recorrendo também a uma arma branca que era uso e costume transportar consigo.

Em declarações ao NS, o responsável pelo Núcleo de Relações Públicas do Comando Territorial da GNR de Santarém explicou que a situação foi remetida ao Ministério Público e aguarda-se que “decorram os trâmites legais normais para este tipo de situações”, uma vez que não houve flagrante delito que possibilita-se a detenção.

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