Dois grupos de alunos envolveram-se em agressões à entrada da escola Alexandre Herculano, em Santarém, na manhã de sexta-feira, 9 de janeiro. Os confrontos entre os dois grupos de alunos, com idades entre os 15 e os 17 anos, terão começado à saída do autocarro que os transporta do Vale de Santarém, onde todos residem.
Segundo o NS apurou as quezílias entre os dois grupos têm-se arrastado há algum tempo e os jovens têm-se vindo a insultar e a ameaçar diariamente com ofensas raciais, já que um dos grupos é constituído por jovens de nacionalidade paquistanesa. Nos intervalos das aulas, e no interior da escola, serão frequentes agressões e ameaças a estes jovens por parte do grupo com quem entraram em confrontos.
No dia anterior aos confrontos à entrada da escola terão circulado mensagens com ameaças à integridade física por parte do grupo de paquistaneses o que terá motivado que pais e alunos tenham feito uma espera a este grupo à chegada do autocarro ao Vale de Santarém, tendo sido ameaçados e insultados por adultos e adolescentes.
Na sexta-feira, as agressões começaram logo pela manhã, na paragem de autocarro do Vale de Santarém, onde o grupo de jovens paquistaneses foi insultado e ameaçado pelos outros jovens e pelos respetivos pais, tendo ainda agredido dois dos jovens estrangeiros. Os alunos seguiram no autocarro e os pais dirigiram-se à escola, acompanhando o transporte público até ao recinto escolar, com a intenção de, alegadamente, evitar mais agressões.
Ainda que o tenham feito, não foi suficiente para evitar um novo confronto à chegada à Alexandre Herculano. Os jovens paquistaneses esperaram a saída do outro grupo do autocarro e partiram para agressões, recorrendo mesmo a um taco de críquete. Ao se terem apercebido dos confrontos, os pais tentaram sanar a situação mas acabaram envolvidos também eles nos confrontos, o que terá feito com que alguns dos jovens se tenham refugiado no interior da escola.
Dos confrontos resultaram quatro feridos ligeiros entre os adolescentes que acabaram transportados ao Hospital Distrital de Santarém, dois por meios próprios e outros dois pelas corporações de bombeiros de Alpiarça e Almeirim, que foram acionados para o local.
A PSP de Santarém tomou conta da ocorrência e está a investigar o sucedido. Segundo o NS sabe, a escola abriu um processo de averiguação e está a considerar apresentar queixa por atos xenófobos e descriminação racial.





