Número de inscritos nos Cuidados de Saúde Primários da ULS Lezíria aumentou 6% nos últimos 10 anos

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O número de inscritos nos cuidados de saúde primários (CSP) da Unidade Local de Saúde da Lezíria do Tejo aumento para 205.753 pessoas nos últimos 10 anos, segundo os dados disponíveis no portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde consultados pelo NS.

O aumento de seis por cento, face aos 193.850 registados em janeiro de 2016, alinha-se com os números do aumento nacional, com os inscritos nos CSP a nível nacional a crescer 6,7% (cerca de 680 mil utentes), cifrando-se em 10.758.431 em fevereiro de 2026, face a 10.078.116 no mesmo mês de 2016.

Em sentido contrário o número de utentes sem médico de família atribuído na Lezíria do Tejo caiu no mesmo período de tempo. Em fevereiro de 2026 registam-se 37.708 utentes sem um profissional atribuído, face aos 40.897 utentes registados em janeiro de 2016, ainda assim longe do número mínimo registado (14.821) em agosto de 2019, mas regista-se uma descida acentuada face ao pico máximo de utentes sem médico de família registado em dezembro de 2024 (53.561).

A nível nacional, em setembro de 2019, eram 641.228 as pessoas sem um especialista de medicina geral e familiar atribuído, menos cerca de 950 mil do que em fevereiro de 2026, indicam os dados oficiais do SNS.

O número de utentes inscritos nos cuidados de saúde primários (CSP) aumentou cerca de 680 mil nos últimos 10 anos, ultrapassando os 10,7 milhões no final de fevereiro, indica o portal da transparência do SNS.

Os dados consultados hoje pela Lusa indicam que o número de pessoas inscritas nos CSP aumentou das 10.078.116 em fevereiro de 2016 para as 10.758.431 no mesmo mês deste ano, um crescimento de 6,7% nesse período.

Na última semana, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reconheceu que o Governo não vai conseguir atribuir médico de família a todos os utentes até 2027, alegando que todos os dias mais pessoas estão a inscrever-se nos centros de saúde.

Em março, a Ordem dos Médicos alertou para o “risco de exclusão administrativa” de utentes das listas de médico de família, na sequência de um novo despacho do Governo que altera as regras de gestão do Registo Nacional de Utentes (RNU) e os critérios da sua inscrição nos CSP.

“O despacho permite retirar utentes das listas de médicos de família caso não tenham contacto com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) há mais de cinco anos”, salientou à LUSA Paula Broeiro, presidente do Colégio de Medicina Geral e Familiar da ordem.

Antes desta posição da ordem, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) tinha afirmado que as novas regras que atualizam as listas dos cuidados primários pretendem garantir que os médicos de família “acompanham efetivamente quem necessita de cuidados regulares”, não resultando em perda de acesso aos cuidados.

Segundo a ACSS, o despacho determina que os “utentes com médico de família que não tenham contacto com o SNS há mais de cinco anos libertam a respetiva vaga para a lista de utentes com médico de família, não perdendo, no entanto, a inscrição e acesso a cuidados de saúde primários, desde que tenham a tipologia registo atualizado”.

Na altura, referiu ainda que existiam mais de 121 mil utentes sem contacto com o seu centro de saúde ou unidade de saúde familiar há mais de cinco anos, a grande maioria dos quais entre os 18 e os 64 anos.

C/ LUSA

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