Núcleo Rural de Coruche ganha vida em São Martinho com etnografia e vinho (com Fotos)

14 Novembro 2022, 18:19 Não Por João Dinis

Uma vez por mês o Núcleo Rural de Coruche recebe um dos grupos etnográficos e folclóricos do concelho de Coruche, que ali actuam e dão vida a uma “extensão” do Museu Municipal de Coruche, que pretende preservar e divulgar as tradições e saberes fazer de Coruche.

Este domingo, 13 de Novembro, o Núcleo Rural assinalou o São Martinho, com etnografia, a cargo do Rancho Folclórico da Fajarda e a apresentação de novos vinhos das adegas mais representativas do concelho de Coruche.

A Adega da Arriça apresentou o seu novo vinho “Coruja do Montado”, um vinho reserva, de edição limitada, com o qual presenteia este ano os apreciadores do bom néctar.

Entre castanhas assadas e “um copo de tinto” que era servido na “taberna” do Núcleo Rural, o Rancho Folclórico da Fajarda animou os presentes, recordando a muitos tempos de antigamente, em que uma concertina e um baile eram a melhor das festas tradicionais.

A tarde terminou novamente na “taberna”, com a animação constante, e também alguns doces que fizeram a delícia de miúdos e graúdos.

Susana Cruz, vereadora do Município de Coruche, com o pelouro da cultura, destaca que “através de uma celebração do protocolo que fizemos com todos os grupos do concelho, criámos esta dinâmica mensal no Núcleo Rural, que em cada mês é dinamizada de acordo com o grupo que vier e irá encontrar razões para desenvolver a sua actividade.”

Este domingo, de modo a assinalar o Dia Mundial do Enoturismo e o Dia de São Martinho, “o Rancho Folclórico da Fajardo trouxe-nos uma dinâmica etnográfica em que tivemos, obviamente, produtos locais, regionais, doçaria tradicional da Fajarda e, obviamente, também não podia faltar a castanha, a água-pé e os vinhos de Coruche”, refere a vereadora.

Ainda que Coruche não seja uma terra tipicamente reconhecida pelos seus vinhos, estes estão cada vez mais a afirmar-se e isso é também corroborado por Susana Cruz que refere que “apesar de termos poucos (vinhos), temos muitos produtores de vinho, é um facto, mas que comercializem para um mercado assim de uma forma empresarial, temos poucas casas vinícolas que o fazem, mas as que temos fazem excelentes vinhos e que são também eles reconhecidos, não só a nível nacional, mas também internacional e alguns deles já com a obtenção também de medalhas”, pelo que é importante este tipo de eventos também na autarquia, onde se deram a provar vinhos da Quinta da Arriça, Herdade dos Fidalgos e Quinta de Santo André.

Susana Cruz disse ainda que a autarquia gostaria “que mais vinhos viessem para Coruche”, mas ainda assim, grande parte dos vinhos nacionais leva um pouco de Coruche aos quatro cantos do mundo, pois todos têm a sua “rolha de cortiça”, que é produzida na Capital Mundial da Cortiça, Coruche.

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