O teatro Rosa Damasceno, adquirido pela Câmara de Santarém recentemente a uma entidade privada e que irá renascer nos próximos anos é uma das cinco “âncoras de fixação” de pessoas no Centro Histórico de Santarém, explicou o presidente da Câmara, João Leite, durante a reunião do executivo de sexta-feira, 22 de maio, em resposta ao vereador Nuno Domingos, depois deste ter feito referência a um artigo de opinião que publicou no Correio do Ribatejo em que se debruçava sobre o assunto.
No artigo, Nuno Domingos apontava à necessidade de não só requalificar o Rosa Damasceno, mas de construir um edifício de raiz: “o Teatro Mário Viegas”. O presidente da Câmara rejeitou por completo a ideia referindo que além do novo Rosa Damasceno ser um dos pilares centrais do programa “Centro Vivo”, não existe um quadro comunitário que permita a construção de raiz de um edifício cultural, algo que se cifraria em valores perto dos 15 milhões de euros segundo a análise técnica feite pela equipa de técnicos do município.
“A política pública exige responsabilidade”, afirmou João Leite, relembrando que o auditório do CNEMA dispõe de cerca de 1200 lugares e que essa deve ser “a grande sala de espetáculos de Santarém” e é aí que se deve “injetar o investimento necessário para que a problemática do palco seja resolvida”. O município prevê que com um investimento a situar-se entre os 1,5 e os 2,5 milhões de euros se resolva o problema, num custo “muito abaixo do necessário para construir uma infraestrutura de raiz”, vincou o edil.
João Leite deixou ainda claro que o investimento na requalificação do Rosa Damasceno é estratégico para duas áreas: a regeneração do património urbano da autarquia e na atração de pessoas para o centro histórico, já que a falta de lugares de estacionamento junto ao teatro, que deve comportar cerca de 600 pessoas para assistir a espetáculos, vai obrigar a que os espectadores deixem o carro “no jardim da república ou no W Shopping” e percorram a pé as ruas do centro histórico para chegar ao teatro.
Está ainda nos planos do município a criação de um espaço cultural entre o Rosa Damasceno e o Teatro Taborda, que se encontram separados por um terreno do qual o Banco Montepio é proprietário mas que já há acordo verbal para que a autarquia o adquira com o objetivo de criar uma zona ajardinada com um anfiteatro exterior que funcionará como polo cultural entre os dois teatros que ladearão o jardim.





