A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou um conjunto de quatro estudos e projetos estruturantes, no âmbito da Resolução do Conselho de Ministros nº 69/2025, com um investimento global de cerca de sete milhões de euros, visando reforçar a coesão territorial, melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento económico regional.
Entre as intervenções previstas, destaca-se a criação de uma nova travessia do rio Tejo entre a Golegã e a Chamusca, integrada no futuro traçado da A13/IC3, considerada uma das peças-chave para melhorar as ligações rodoviárias na região.
Segundo a IP, “estes investimentos visam assegurar melhores condições de acessibilidade, segurança e eficiência na rede rodoviária nacional”, sublinhando a importância estratégica das novas ligações para os territórios do interior.
O estudo em curso para o novo lanço da A13/IC3, com cerca de 45 quilómetros, prevê a ligação entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim, permitindo dar continuidade ao eixo em perfil de autoestrada entre Coimbra e o Ribatejo. No centro deste projeto está precisamente a nova ponte na Chamusca, que surge como solução para reforçar a travessia do Tejo e melhorar significativamente a ligação entre margens.
De acordo com a IP, o projeto inclui “a construção de um novo atravessamento do rio Tejo entre a Golegã e a Chamusca”, bem como a duplicação do atual IC3 entre a A23 e Vila Nova da Barquinha e a articulação com a A13, em Almeirim.
A nova ponte assume particular relevância numa zona onde as alternativas de travessia são limitadas, sendo vista como fundamental para reduzir tempos de deslocação, aumentar a segurança rodoviária e potenciar a atividade económica local, nomeadamente nos concelhos da Chamusca, Golegã e Almeirim.
A empresa pública destaca ainda que esta intervenção “contribuirá para a redução de assimetrias regionais e para a melhoria do acesso das populações a serviços essenciais”, reforçando a importância do investimento para a coesão do território.
O estudo atualmente em elaboração baseia-se em trabalhos anteriormente avaliados do ponto de vista ambiental e desenvolve-se em várias fases, incluindo a definição de corredores, o estudo de traçados e a elaboração do estudo prévio.




