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Nova Geração propõe executivo de salvação para desbloquear impasse na Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira

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A Nova Geração, coligação PSD e Iniciativa Liberal, defendeu a constituição de um Executivo de Salvação na Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, integrando todas as forças políticas com representação na Assembleia de Freguesia, como forma de desbloquear o impasse político que se mantém desde as últimas eleições autárquicas.

Em comunicado, a Nova Geração considera que “três meses após as eleições autárquicas, a Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira continua sem executivo constituído”, uma situação que classifica como inaceitável por colocar em causa “o normal funcionamento da autarquia, a resposta aos fregueses e inclusivamente a credibilidade do poder local”.

A coligação sublinha que os resultados eleitorais foram claros, lembrando que “os eleitores atribuíram ao Partido Socialista a liderança do executivo da Junta de Freguesia, mas determinaram igualmente uma composição plural da Assembleia de Freguesia”, acrescentando que a Nova Geração obteve “a maior votação entre as forças da oposição”. Segundo o comunicado, esta decisão dos vila franquenses “merecia, desde o primeiro momento, uma obrigação acrescida de diálogo e capacidade de entendimento por parte do partido mais votado, o que não aconteceu”.

Perante o atual bloqueio, a Nova Geração afirma que a proposta de um Executivo de Salvação surge como “uma resposta de recurso face à manifesta incapacidade do Partido Socialista em resolver uma crise política que cada vez mais penaliza Vila Franca de Xira e prejudica inclusivamente os trabalhadores da Junta de Freguesia”. Para a coligação, esta solução, que integra todas as forças políticas com representação na Assembleia de Freguesia, é apresentada como “uma solução democrática e responsável” capaz de resolver rapidamente o impasse.

No mesmo documento, a Nova Geração manifesta “total disponibilidade para integrar o executivo da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira”, desde que o Partido Socialista, a CDU e o Chega assumam igualmente essa responsabilidade. A coligação garante que esta posição é assumida “sem abdicar da nossa identidade, sem renunciar ao nosso programa político e sem confundir cooperação com subserviência política”.

A Nova Geração rejeita qualquer responsabilidade pelo bloqueio político, afirmando que “nunca foi, nem será, um fator de bloqueio”, defendendo que “ser oposição não é sinónimo de irresponsabilidade, mas sim de trabalhar por apresentar alternativas de futuro em nome do interesse coletivo”. No final do comunicado, a coligação reafirma que “Vila Franca não pode continuar refém de dilemas partidários”, concluindo que “a responsabilidade está nas mãos das restantes forças políticas”.

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