Nova empresa de transportes públicos da Lezíria aguarda visto do Tribunal de Contas para começar a circular

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Foto por: Ilustrativa
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A nova empresa de transportes públicos da Lezíria do Tejo, criada pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) aguarda que o Tribunal de Contas valide a sua criação, para que possa começar a operar na região.

A CIMLT remeteu já ao Tribunal de Contas todos os documentos da empresa, para que este possa validar a criação da empresa, que irá passar a fazer o transporte público de passageiros na Lezíria do Tejo, fazendo também a interligação com os concelhos limítrofes.

A empresa terá uma frota de 146 veículos, dos quais 75% serão novos e 16 elétricos, num investimento global de cerca de 21 milhões de euros.

António Torres, primeiro secretário da CIMLT, esteve nas onze câmaras municipais que compõem a Comunidade Intermunicipal a apresentar o projeto, onde frisou que o estudo realizado, prevê que a empresa seja viável, comportando mesmo a aquisição de 100 autocarros novos, que irão permitir maior comodidade aos passageiros, que atualmente são transportados em veículos obsoletos.

António Torres, na altura, comparou a realidade atual com o cenário projetado, apontando que “a frota atual tem uma média de 18,5 anos” e que a nova empresa permitirá uma alteração profunda, com “75% da frota nova”, ficando o remanescente para uma lógica de frota mais recente. “No início do arranque da empresa”, disse, haverá também “25% de viaturas usadas com menos de dez anos”, acrescentando que “a frota nunca será mais do que 8 anos de média de idade”.

O primeiro secretário explicou ainda aos eleitos, que a opção pela empresa intermunicipal surge após um percurso marcado por concursos sem resposta e impasses com operadores. “A primeira opção política da Comunidade Intermunicipal foi manter o status quo”, afirmou, referindo que foi lançado concurso para manter concessões, mas “o concurso ficou deserto”. Perante esse resultado, disse, voltou-se às alternativas previstas na lei. “Podíamos estudar três coisas, operador interno, prestação de serviços ou a própria concessão.” E concluiu. “Do estudo comparativo que se fez, chegámos à conclusão que o operador interno era aquele que trazia mais vantagens.”

Em matéria de estrutura e financiamento, indicou que a empresa terá “100% de capital público” e um capital social de “3.800.000 euros”, subscrito logo no primeiro ano, por questões de enquadramento do Tribunal de Contas. “É entendimento do Tribunal de Contas que um aumento de capital no segundo ano é considerado um subsídio ao investimento”, explicou. Quanto ao modelo de gestão, apontou semelhanças com o das Águas do Ribatejo. “Terá um conselho de administração com três presidentes”, disse, acrescentando que “não serão remunerados”.

Para suportar a aquisição de frota, o projeto prevê recurso a financiamento. “A empresa vai contrair empréstimos, 21 milhões”, afirmou, justificando a diferença face a cenários anteriores. “No anterior estudo de viabilidade, o empréstimo era de 8 milhões”, disse, associando o novo montante ao objetivo de ter uma frota maioritariamente nova.

Já na componente laboral, salientou a dimensão dos recursos humanos associados à operação e a intenção de assegurar a continuidade com os atuais trabalhadores. “Temos que pensar em 183 trabalhadores”, afirmou, acrescentando que a meta é “ficar com o máximo, a totalidade dos motoristas dos dois atuais operadores”.

Aquando as apresentações, António Torres anunciou, que a Comunidade Intermunicipal pretende iniciar ainda este ano a fase experimental, iniciando em 2027 o transporte coletivo de passageiros na região.

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