A descida dos caudais do Rio Tejo e dos seus afluentes começou a refletir se na redução dos níveis de água em leito de cheia, criando condições para o regresso progressivo de populações que tinham sido retiradas por precaução no concelho de Santarém.
Segundo a informação divulgada pelo Município de Santarém, “os níveis registados em leito de cheia iniciaram uma tendência de descida”, o que permite já o regresso dos habitantes deslocados da Ribeira de Santarém. Estas pessoas encontravam se alojadas em casas de familiares ou no Centro de Acolhimento criado para o efeito.
Também na povoação das Caneiras foi autorizado o regresso às habitações, embora com restrições. De acordo com o comunicado, a circulação está “limitada a viaturas 4×4 ou jipes, uma vez que ainda subsistem zonas com água no acesso, não sendo possível a circulação de veículos ligeiros de passageiros”.
Situação diferente vive a localidade do Reguengo de Alviela, onde “ainda não se encontram reunidas condições de acesso por viatura”. As autoridades adiantam que será realizada “nova avaliação no dia de amanhã, de forma a permitir a tomada de decisão quanto ao eventual regresso da população às suas habitações”.
Apesar da melhoria, o cenário continua a exigir prudência. As autoridades alertam que “persistem fatores de incerteza, nomeadamente os efeitos das tempestades em curso em Espanha e a eventual influência das descargas das barragens”, fatores que podem alterar rapidamente a situação hidrológica.
Nesse contexto, não está afastada a possibilidade de novas evacuações. O comunicado sublinha que “poderá voltar a ser necessária a evacuação das zonas afetadas, caso a situação hidrológica se agrave”.
A população é, por isso, aconselhada a manter se atenta às comunicações oficiais e a cumprir todas as orientações das autoridades de proteção civil, numa fase em que a evolução do estado do tempo e dos caudais do Tejo continua a ser acompanhada de forma permanente.





