Museu Diocesano de Santarém evoca D. Dinis e Joaquim Veríssimo Serrão em colóquio especial

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O Museu Diocesano de Santarém recebeu no passado dia 21 de novembro um Colóquio Evocativo dos setecentos anos da morte do Rei D. Dinis, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do historiador Joaquim Veríssimo Serrão.

O evento juntou especialistas e personalidades ligadas à cultura e à história, numa iniciativa que voltou a destacar o papel central de Santarém na identidade nacional.

Na sessão de abertura, Emanuel Campos, Vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém e vereador responsável pela Cultura, recordou que Santarém foi cidade de reis e é cidade de historiadores. O autarca sublinhou que a Catedral onde decorreu o encontro foi palco de importantes decisões régias e berço de grandes estudiosos que explicaram o país ao longo dos séculos.

Para Emanuel Campos, D. Dinis e Veríssimo Serrão partilham uma visão essencial apesar da distância temporal que os separa. Ambos reconheceram que Portugal se afirma com base em lugares que o sustentam, bem como compreenderam que a grandeza do país depende da força das suas cidades com papel central no território.

O vereador referiu também que Santarém tem uma relevância que ultrapassa limites administrativos. Trata-se de um centro simbólico, de uma referência moral e de uma âncora da continuidade nacional. Celebrar o centenário de Joaquim Veríssimo Serrão representa assumir a responsabilidade de manter Santarém nesse patamar de influência cultural e histórica.

Na sua intervenção, concluiu afirmando que celebrar estas figuras é honrar a herança que deixaram. D. Dinis e Joaquim Veríssimo Serrão viveram longas vidas e legaram obras que continuam a projetar Portugal no tempo. Santarém é uma das colunas mestras da nação e continuará a sê-lo se respeitar e valorizar o seu legado.

O colóquio permitiu revisitar alguns dos mais marcantes episódios da história nacional vividos em Santarém. D. Dinis morreu na cidade a 7 de janeiro de 1325, no antigo Paço Real da Alcáçova Nova. A presença régia, a importância militar e a forte influência das ordens religiosas deixaram marcas profundas no tecido urbano. Já no século vinte, Santarém passou a ser conhecida como Capital do Gótico, título que mantém até hoje.

O programa contou com comunicações dedicadas ao Rei Trovador e ao contexto histórico e artístico da cidade na sua época, trazendo novas perspetivas resultantes de recentes estudos académicos.

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