Anúncio 0

Movimento exige encerramento imediato e transparente do Aterro da Raposa

Por 

Anúncio 1

O Movimento Vamos Fechar o Aterro da Raposa intensificou as críticas à gestão da infraestrutura localizada no concelho de Almeirim e exige medidas imediatas, com transparência e fiscalização independente. Em declarações ao NS, um dos porta-vozes Filipe Casimiro denuncia “um processo cheio de incongruências, promessas sucessivamente adiadas e ausência de relatórios públicos consistentes”.

A população da freguesia da Raposa, segundo o movimento, continua a observar diariamente a entrada de camiões com resíduos, a ausência de cobertura adequada do lixo depositado e a libertação de odores intensos que comprometem a qualidade de vida. A estes problemas somam-se focos de incêndio recorrentes dentro do aterro, que têm libertado fumos densos durante dias seguidos.

“É inadmissível que a comunidade conviva com este cenário. Há anos que se promete o fecho, mas nunca existe um cronograma claro. Precisamos de soluções técnicas, de um plano com datas e de relatórios que sejam acessíveis à população”, defende o porta-voz.

A Carta Aberta, datada de 1 de setembro de 2025, foi dirigida à Junta de Freguesia da Raposa e remetida também à Câmara Municipal de Almeirim, à Ecolezíria, à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), à CCDR-LVT, ao delegado de Saúde Pública de Almeirim e aos órgãos de comunicação social. O documento exige a realização urgente de uma sessão pública de esclarecimento, com transmissão online e presença das entidades responsáveis, a divulgação imediata de um cronograma de encerramento com datas concretas para o fim da entrada de resíduos, a execução da tela de cobertura e a selagem definitiva, bem como a publicação regular de relatórios ambientais acessíveis à população, que incluam indicadores de qualidade do ar, águas subterrâneas, lixiviados, biogás e ruído.

O movimento reivindica ainda um relatório detalhado sobre os incêndios registados no interior do aterro, incluindo causas, datas e medidas de prevenção, a suspensão imediata da entrada de resíduos que não estejam previstos no processo de encerramento e a criação de uma equipa de acompanhamento com participação de moradores, autarcas e especialistas independentes. Para além disso, defende a apresentação de um plano para o futuro uso da área após o encerramento.

Na Carta Aberta é também recordado que o Decreto-Lei n.º 102-D/2020, de 10 de dezembro, prevê a constituição de Comissões Locais de Acompanhamento de Aterros, compostas por representantes das entidades licenciadoras, gestoras, autarquias e moradores. O movimento considera que a criação desta comissão é um direito legal das populações e uma obrigação das entidades responsáveis e exige que o processo seja desencadeado de imediato.

Para o movimento, a falta de transparência é o maior problema. “As promessas de transformar o espaço num monte verde são uma cortina de fumo enquanto entra lixo, saem fumos e desaparece a confiança. Queremos que a Junta seja a ponte, não a muralha, entre os cidadãos e as instituições.”

O Movimento Vamos Fechar o Aterro da Raposa promete manter a pressão junto das autoridades locais, regionais e nacionais, afirmando que não descansará enquanto não houver garantias de encerramento seguro e fiscalizado.

Por 

Anúncio 4
Anúncio 6
Anúncio 8
Anúncio 9

Conteúdo relacionado

Partilhar notícia

Partilhe através das redes sociais:

ou copie o link:

[current_url]