Moradores do Centro Histórico de Santarém pedem soluções e reforço de intervenção da autarquia

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Foto por: D.R.
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A Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém promoveu, no passado sábado, um almoço de convívio que reuniu cerca de 40 associados e convidados no Club de Santarém, num encontro que ficou marcado pela partilha de preocupações e propostas para o futuro da cidade.

A iniciativa contou com a presença do presidente da União de Freguesias da Cidade de Santarém, Alfredo Amante, que aceitou o convite para participar e apresentar a visão do executivo para a cidade, com especial enfoque no Centro Histórico.

Durante a sua intervenção, Alfredo Amante reconheceu que existe “uma sobreposição de competências entre a Câmara Municipal e a União de Freguesias”, mas garantiu também “vontade de assumir responsabilidade no que diz respeito ao Centro Histórico”.

Entre as propostas apresentadas, destacou-se o compromisso de criação de uma equipa dedicada a pequenas intervenções urbanas. Segundo o autarca, está prevista “a criação de uma equipa multidisciplinar focada em pequenas reparações na cidade, apoiada por uma plataforma digital para recolha de queixas e sugestões”.

O encontro terminou com um período de debate, onde os moradores manifestaram várias preocupações relacionadas com o estado atual do Centro Histórico. A Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém sublinhou que tem vindo “há mais de uma década a dar voz a problemas como a segurança, a mobilidade, o estacionamento e a degradação do espaço público e edificado”.

Entre as questões levantadas, estiveram situações concretas como o estado de imóveis da própria autarquia, nomeadamente o Teatro Rosa Damasceno e um edifício na Avenida 5 de Outubro, relativamente aos quais foram pedidas informações sobre projetos e prazos de intervenção.

Apesar de reconhecerem as limitações da Junta de Freguesia, os moradores apelaram à articulação com a Câmara Municipal. Foi solicitado a Alfredo Amante que “faça chegar ao Executivo Camarário as queixas e sugestões apresentadas”, com destaque para propostas como a criação de zonas de estacionamento exclusivo para residentes, o alargamento dos períodos de estacionamento reservado e a redução ou isenção de IMI para habitação no Centro Histórico.

A sessão terminou com um desafio direto ao executivo da freguesia para concretizar as medidas anunciadas, em particular a criação da equipa de intervenção urbana e da plataforma digital, consideradas pelos moradores como ferramentas essenciais para melhorar a qualidade de vida naquela zona da cidade.

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