Ministra do Ambiente aponta Lezíria do Tejo como “uma das zonas mais frágeis face às alterações climáticas”

Por 

Anúncio 1
Anúncio 2

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, apontou a Lezíria do Tejo como “uma das zonas do país mais frágeis face às alterações climáticas”, em particular no risco de cheias, sublinhando que as últimas tempestades poderiam ter originado “as cheias mais devastadoras de sempre” se não tivesse havido forte coordenação entre Portugal e Espanha na gestão das barragens do Tejo.​

As declarações foram feitas durante a sessão de abertura do seminário “Resiliência Climática e Proteção Civil” que decorreu na quarta-feira, 18 de março, no auditório da Casa Museu dos Patudos, em Alpiarça.

A governante explicou que, graças à atuação da Agência Portuguesa do Ambiente, à utilização de modelos de previsão e à descarga preventiva de água nas barragens desde janeiro, foi possível evitar que o Tejo galgasse os diques, como aconteceu em 1979, e impedir cheias graves em Lisboa e na região. Maria da Graça Carvalho anunciou que os diques do Tejo, Mondego e Lis terão “especial atenção” e serão incluídos no PRR, tal como intervenções prioritárias em rios e ribeiras para limpeza de margens, açudes e reforço de infraestruturas.​

A ministra adiantou ainda que o Governo já lançou um programa nacional de recuperação, resiliência e adaptação, com três eixos: reparar danos das recentes intempéries, reforçar a resiliência de infraestruturas críticas (barragens, diques, rede elétrica, sistemas de água e litoral) e acelerar medidas de adaptação, como a renaturalização de ecossistemas, criação de espaços verdes e obras de proteção costeira. Entre as obras urgentes, apontou intervenções no litoral entre Moledo e Vila Real de Santo António, num montante global de 174 milhões de euros, e contratos de programa com municípios mais afetados por cheias, incluindo os do Tejo e Sorraia, financiados pelo Fundo Ambiental e pelo PRR.​

Maria da Graça Carvalho apelou às autarquias da região para um contacto estreito com a Agência Portuguesa do Ambiente, garantindo que o financiamento “já está disponível” para as obras mais urgentes e que a simplificação administrativa permite avançar rapidamente, sem esperar pela publicação formal do programa. Reforçou ainda que, além da mitigação das emissões, a adaptação às alterações climáticas passou a ser tão ou mais importante, lembrando que Portugal, com a sua vasta frente atlântica e zonas ribeirinhas como a Lezíria do Tejo, tem de se preparar para cheias, secas, incêndios e eventos extremos cada vez mais frequentes.

Por 

Anúncio 5
Anúncio 6
Anúncio 8

Conteúdo relacionado

Partilhar notícia

Partilhe através das redes sociais:

ou copie o link:

[current_url]