Médica do Hospital de Santarém premiada por trabalho na área da cardiologia

Médica do Hospital de Santarém premiada por trabalho na área da cardiologia

29 Outubro 2021, 14:45 Não Por Redacção

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) atribuiu à jovem médica Ana Rita Baptista de Moura, do Hospital Distrital de Santarém (HDS) um dos dois prémios Jovem Cardiologista de Intervenção. O segundo foi outorgado ao também jovem clínico Pedro Miguel Dinis Lopes, do Hospital de Santa Cruz.

De acordo com a APIC estes prémios visam promover a formação e a investigação científica entre os médicos mais jovens, assim como a sua participação na Reunião Anual da APIC.

“Este ano os trabalhos foram subordinados aos temas ‘Uma imagem vale mais do que mil palavras’, ‘Complicações’ e ‘Casos clínicos out-of-the-box’, nas categorias de intervenção coronária e intervenção estrutural. As candidaturas, que superaram as nossas expectativas, ilustram a elevada qualidade da Cardiologia de Intervenção nacional. Acreditamos que estas iniciativas são de extrema importância, uma vez que fomentam o interesse e a motivação dos jovens pela área da Cardiologia de Intervenção”, afirma Rita Calé Theotónio, presidente da Reunião.

O trabalho submetido por Ana Rita Baptista de Moura, para a categoria de intervenção coronária, baseou-se na descrição da metodologia adoptada na abordagem de uma complicação em contexto de intervenção coronária, sob a forma de perfuração. Esta decorreu aquando da tentativa de angioplastia de uma artéria coronária direita.

“Os objectivos foram a partilha de experiência na gestão de um contexto particularmente complexo de perfuração coronária proximal, determinado pela ocorrência simultânea de compromisso do fluxo para as porções médio-distais do vaso, pela provável presença de hematoma. O ganho de controlo sobre a totalidade da extensão da artéria foi dificultado pela incapacidade recorrente no avanço de material, que assim exigiu a utilização de diversas técnicas que possibilitaram a aquisição de melhor suporte e, simultaneamente, garantiram a manutenção de hemostase durante o procedimento”, afirma Ana Rita Baptista de Moura.

Terminou, concluindo que “as perfurações coronárias são complicações que, apesar de raras, têm potencial de se associar a elevada morbimortalidade. O sucesso do seu tratamento depende de um reconhecimento precoce e da adopção de medidas que possibilitem a aquisição de hemostase de forma célere. Estas estão habitualmente bem descritas na literatura, recomendando-se a sua aplicação de forma sistematizada. Ainda assim, cada caso pode associar-se a desafios adicionais, que obriguem a uma adaptação das estratégias mais convencionais.”

A APIC atribui o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção aos melhores trabalhos apresentados na sua Reunião Anual, que este ano se realizou em Peniche.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por finalidade o estudo, a investigação e a promoção de actividades científicas no âmbito dos aspectos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.


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