A Redes Energéticas Nacionais (REN) está a repor equipamentos das linhas de alta-tensão junto ao rio Zêzere, na Batalha (Leiria) e em Rio Maior (Santarém) devido aos danos causados pela tempestade Kristin, que interromperam o serviço.
Em comunicado, a empresa diz estar “a trabalhar em articulação com a E-Redes, a Rede Elétrica de Espanha, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e demais autoridades para a reposição da normalidade do serviço de abastecimento elétrico às populações com a máxima urgência”.
“Os ventos ciclónicos provocaram danos graves numa subestação, na zona do Zêzere, e em linhas nas zonas da Batalha e de Rio Maior, o que obrigou à realização de algumas manobras técnicas. Os trabalhos de reconstrução das infraestruturas danificadas iniciaram-se logo que as condições meteorológicas o permitiram”, lê-se.
A REN indica que a “passagem da depressão Kristin durante a madrugada de hoje teve uma intensidade muito alta, tendo sido registados ventos na ordem dos 200km hora”.
Segundo o texto, “o abastecimento pelas linhas de alta tensão da REN sofreu interrupção muito localizada e, no geral, o serviço de transporte foi mantido”.
“A REN tinha tomado medidas cautelares para assegurar que a passagem da tempestade teria o menor impacto possível para os consumidores de eletricidade e de gás, nomeadamente a ativação de todas as suas equipas operacionais para um estado de prontidão imediata”, garante o comunicado.
A E-REDES admitiu “um pico de cerca de um milhão de clientes afetados”, pelas 06:00 horas e pelas 09:00 estavam cerca de 696 mil clientes sem energia, sendo os principais distritos impactados Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal”.
“A intervenção das equipas operacionais” daquela empresa “foi dificultada pelas condições meteorológicas adversas, havendo agora já condições de mobilidade para a resolução das avarias que se registaram na Alta, Média e Baixa Tensão”, havendo “1.200 operacionais” a trabalhar no terreno.
Portugal continental foi atingido pela passagem da tempestade Kristin, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A ANEPC está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal.
Os vento e chuva fortíssimos já causaram um morto em Povos, Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, devido à queda de uma árvore em cima da viatura ligeira em que a vítima seguia.
O distrito de Coimbra, até Aveiro, a norte, e até Leiria, a sul, foi a zona de maior risco da “ciclogénese explosiva” – como o IPMA classificou o fenómeno expectável -, já depois de se terem feito sentir recentemente os efeitos adversos provocados por outra depressão, Joseph.






