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Mau tempo provoca 34 milhões de euros em prejuízos no concelho de Santarém

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Os recentes episódios de mau tempo provocaram prejuízos estimados em 34 milhões de euros no concelho de Santarém, com especial incidência nas encostas da cidade. O levantamento foi confirmado por João Teixeira Leite, presidente da Câmara Municipal de Santarém, à margem da presença do município na BTL, em Lisboa.

“Já enviámos à CCDR o valor apurado de 34 milhões de euros, dos quais 28 milhões têm que ver com as encostas de Santarém”, revelou o autarca, sublinhando a dimensão do impacto causado pelas intempéries.

Segundo João Teixeira Leite, foram registados “42 deslizamentos nas nossas encostas”, num período que descreveu como de “semanas de muita tensão”. Apesar disso, garantiu que o município conseguiu responder de forma eficaz às necessidades mais imediatas. “Soubemos responder com muita eficácia e eficiência a acudir às necessidades imediatas, mas agora temos que olhar para a solução”, afirmou.

A maior fatia dos prejuízos está relacionada com problemas nas encostas que, em alguns casos, colocam em causa infraestruturas críticas. “Estamos a falar de encostas que colocam em causa a segurança da linha férrea”, alertou, defendendo que a resolução do problema exige intervenção do Estado central. “Só com o investimento público nacional é que essas intervenções vão acontecer”, frisou.

Entre as situações mais preocupantes está a encosta das Quebradas, embora existam outras zonas sob monitorização técnica permanente. O autarca salientou que foram criados mecanismos legais que permitem maior celeridade nos procedimentos concursais, mas deixou um apelo claro: “Agora precisamos é de um envelope financeiro para responder a essas necessidades”.

Para além das encostas, os danos estendem-se a estradas e taludes em várias freguesias do concelho. “Estamos a falar de muitas estradas, de muitos taludes que precisam de intervenções de estabilização”, explicou.

Um dos casos mais críticos é o da Ponte da Panela, que foi encerrada na sequência dos danos provocados pelo mau tempo. “Só aí estamos a falar de 600 mil euros de intervenção”, indicou João Teixeira Leite, acrescentando que está a ser criada uma alternativa para evitar que a população tenha de percorrer cerca de 20 quilómetros adicionais.

O presidente da Câmara sublinhou que se trata de um problema com décadas, agora agravado pelas intempéries, e reiterou a necessidade de uma resposta articulada a nível nacional. “É um problema que precisa de ação. E essa ação, se depender do município, ela vai existir”, concluiu.

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