O Município da Marinha Grande, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, pediu hoje a ajuda de voluntários para apoiar ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas.
Nas redes sociais, a autarquia explicou que a depressão Kristin “causou danos significativos na Marinha Grande, afetando espaços públicos, infraestruturas e a vida de muitas pessoas”, pelo que o concelho precisa de pessoas disponíveis para limpeza de ruas e espaços públicos, apoio logístico e para outras tarefas essenciais no terreno.
A concentração dos voluntários é nos estaleiros municipais, junto ao Parque da Cerca, e outras informações podem ser pedidas para o número de telefone 244573300.
A autarquia adiantou que se as pessoas têm “disponibilidade, vontade de ajudar e espírito solidário”, a ajuda “faz mesmo a diferença”.
“Perante os elevados danos provocados pela depressão Kristin no concelho da Marinha Grande, quero apelar ao forte espírito solidário que sempre caracterizou a nossa comunidade”, afirmou o presidente da Câmara, Paulo Vicente.
Salientando que “a dimensão desta ocorrência exige uma resposta coletiva”, Paulo Vicente salientou que, “além do trabalho incansável dos serviços municipais, da Proteção Civil, dos bombeiros e de todas as entidades envolvidas, o contributo dos cidadãos é, neste momento, fundamental para acelerar as ações de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas”.
“É neste contexto que lançamos um apelo ao voluntariado, convidando todos os que tenham disponibilidade e vontade de ajudar a juntarem-se a este esforço comum”, adiantou.
Entretanto, os munícipes que pretendam ajudar ou necessitem de apoio podem deixar ou recolher bens essenciais no pavilhão da Escola Nery Capucho, onde está a ser concentrada a resposta de emergência social.
“Entre os bens prioritários encontram-se alimentos não perecíveis, como arroz, massa, azeite, óleo e enlatados, leite e papas infantis, bolachas e cereais, bem como produtos de higiene pessoal, fraldas, toalhitas, artigos de higiene feminina, mantas, cobertores e roupa para adulto e criança. São igualmente necessários lonas e plásticos para proteção temporária de habitações”, revelou.
Já o estaleiro municipal é o ponto de referência para entrega ou recolha de materiais de recuperação, essenciais às intervenções de emergência e reparação.
“Estão a ser aceites telhas, silicones, areia, cimento, outros materiais de construção, telas de impermeabilização, luvas de construção, coletes refletores, ferramentas de remoção e limpeza, bem como vassouras e pás”, precisou.
Quanto à deposição de verdes e entulho, resultantes das operações de limpeza e recuperação em curso, deve ser feita nos parques de estacionamento do Parque Municipal de Exposições.
“Os munícipes que disponham de meios próprios de transporte devem dirigir-se diretamente ao local indicado, contribuindo para a normalização progressiva da situação e para a reposição das condições de salubridade e segurança”, acrescentou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.






