Uma pessoa ficou desalojada na sequência das condições meteorológicas adversas que se têm registado no concelho da Golegã. O caso ocorreu após derrocadas em habitações e muros verificadas durante a última noite e ao longo do dia de ontem, segundo informou o município após a reunião do Posto de Comando Municipal, realizada esta terça-feira, 11 de fevereiro de 2026, e do Briefing Extraordinário do Centro de Coordenação Operacional Sub-regional (CCOS).
A situação foi acompanhada pelos serviços municipais e pelos Bombeiros Voluntários da Golegã, que encontraram uma solução temporária de alojamento para a pessoa afetada, não se tendo revelado necessário o realojamento por parte da Câmara Municipal.
De acordo com o balanço da Proteção Civil Municipal, a subida dos caudais do Tejo tem-se mantido, em resultado das fortes precipitações, da saturação dos solos e da capacidade de retenção das barragens, tanto portuguesas como espanholas. O município confirma que o aumento dos caudais está a ser monitorizado e controlado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em articulação com as entidades responsáveis pela gestão das barragens em território espanhol, procurando evitar situações semelhantes às da semana anterior.
Apesar da situação de alerta de cheia se manter, os meios de resposta estão mobilizados, e todas as entidades competentes e serviços municipais permanecem em prontidão. A monitorização do terreno decorre de forma permanente, com o objetivo de garantir a segurança de pessoas e animais em todo o concelho.
O município alerta ainda para a presença de falsos técnicos que se fazem passar por serviços de apoio, com o intuito de recolher dados pessoais ou entrar em habitações sob pretexto de avaliar prejuízos. A população é aconselhada a não abrir a porta nem fornecer informações a estranhos e, em caso de dúvida, a contactar as autoridades competentes, nomeadamente os Bombeiros Voluntários da Golegã, a Guarda Nacional Republicana, o Serviço Municipal de Proteção Civil, as Juntas de Freguesia da Azinhaga, Pombalinho e Golegã, bem como o Serviço de Ação Social, através dos respetivos contactos oficiais.
Devido à subida das águas e à necessidade de garantir a segurança rodoviária, continuam cortadas as principais vias afetadas pelas cheias, designadamente a Estrada dos Lázaros (CM 1), a EN 365 entre Reguengo do Alviela e Vale Figueira, a EM 572 que liga São Caetano, Quinta da Cardiga e Vila Nova da Barquinha, a EM 570 entre o Paul do Boquilobo e os Riachos (Torres Novas), a Estrada do Rabo dos Cágados (CM 30), a Estrada do Burnel e a Estrada Real (CM 7), ambas no Pombalinho, bem como a EN 365 entre a Golegã e a Azinhaga, a Rua Manuel Monteiro Barbosa, também no Pombalinho, e a EN 243 que liga Golegã à Chamusca.






