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Material compósito substitui madeira em ponte ferroviária pela primeira vez em Portugal

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Foto por: IP
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A Infraestruturas de Portugal (IP) aplicou pela primeira vez travessas em material compósito numa ponte ferroviária, na ponte de Alferrarede, em Abrantes, testando uma “solução mais durável, segura e sustentável” para a Rede Ferroviária Nacional, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a IP indica ter instalado travessas em material compósito na ponte de Alferrarede, localizada na Linha da Beira Baixa, em Abrantes, no distrito de Santarém, tornando este o primeiro caso de utilização desta tecnologia em pontes ferroviárias no país.

“A operação representa um passo importante na aposta da empresa em soluções inovadoras que reforcem a segurança, a eficiência e a sustentabilidade do sistema de mobilidade”, salienta a IP, na nota informativa.

Estas travessas, acrescenta, surgem como “alternativa às tradicionais peças de madeira tratadas com creosoto, oferecendo maior durabilidade e resistência”, bem como “melhor estabilidade estrutural”.

A IP destaca que, além de mais sustentáveis, requerem menos intervenções de manutenção ao longo do tempo, traduzindo-se numa redução de custos operacionais.

Outra das vantagens apontadas é a facilidade de manipulação em obra: “tal como a madeira, o material compósito permite cortes e furações sem comprometer a integridade estrutural”, facilitando trabalhos de adaptação e instalação em ambiente ferroviário, pode ler-se na nota informativa.

A empresa indica que vai agora acompanhar de perto o desempenho das travessas em contexto real ao longo dos próximos meses, avaliando resistência, comportamento estrutural e necessidades de manutenção.

Segundo a IP, os resultados deste acompanhamento serão “essenciais” para determinar a viabilidade da aplicação desta tecnologia noutras pontes metálicas da Rede Ferroviária Nacional.

Caso os testes confirmem os benefícios esperados, a IP prevê desenvolver um plano de substituição gradual das travessas de madeira existentes por soluções em compósito.

“Esta mudança permitirá ganhos consideráveis ao nível da segurança operacional e da sustentabilidade ambiental, alinhando-se com as metas de modernização e descarbonização que a empresa tem vindo a implementar nas infraestruturas ferroviárias”, refere a IP.

A operação insere-se na estratégia global da IP de promover soluções tecnológicas avançadas que reduzam o impacto ambiental, aumentem a resiliência das infraestruturas e prolonguem o ciclo de vida dos equipamentos, reforçando o compromisso da empresa com um transporte ferroviário mais seguro, eficiente e sustentável.

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