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Luís Montenegro reconhece “grande potencial” na Lezíria do Tejo e afirma que Governo quer “potenciar e desenvolver” o território

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Em declarações exclusivas ao NS, O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou durante a visita à Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, que a Lezíria do Tejo é uma das regiões com maior potencial de crescimento do país e garantiu que o Governo está a preparar investimentos em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias para responder aos desafios de mobilidade e competitividade que se colocam ao território.

Questionado sobre a necessidade de melhorar as acessibilidades numa região que se prepara para receber novos investimentos, incluindo o futuro aeroporto e projetos empresariais de grande dimensão, o chefe do Governo reconheceu a importância estratégica da Lezíria do Tejo para o desenvolvimento nacional.

“Esta é uma região que tem um enorme potencial do ponto de vista natural, do ponto de vista das suas riquezas estratégicas e que nós queremos potenciar e desenvolver”, afirmou Luís Montenegro, defendendo que o crescimento da região deve ser acompanhado por uma estratégia integrada de investimento público.

Segundo o primeiro-ministro, o Executivo está a desenvolver “um programa de intervenção que é transversal e que também vai à mobilidade”, considerando que a melhoria das ligações rodoviárias e ferroviárias será determinante para aumentar a competitividade da região nos próximos anos.

Entre as prioridades apontadas pelo governante está a conclusão da A13, uma reivindicação antiga dos autarcas da região. “Estamos a fazer grandes investimentos e temos, nomeadamente no âmbito da rede viária e ferroviária, nos próximos anos, um acréscimo de competitividade”, afirmou, destacando “a finalização da A13 como um corredor alternativo e de acesso ao futuro Aeroporto Internacional de Lisboa Luís de Camões”.

O primeiro-ministro destacou ainda a aposta no transporte ferroviário, defendendo uma maior capacidade de resposta tanto para passageiros como para mercadorias. “Estamos a dinamizar o transporte ferroviário, seja de passageiros, seja de mercadorias”, referiu.

Para Luís Montenegro, o desenvolvimento da Lezíria do Tejo não depende apenas das infraestruturas de transporte. O governante enquadrou as acessibilidades num conjunto mais vasto de políticas públicas destinadas a reforçar a atratividade da região. “A isso juntam-se políticas na área da habitação, políticas na área da imigração, do mercado laboral, da valorização do trabalho e também do apoio às nossas potencialidades agrícolas, pecuárias e florestais”, afirmou.

O chefe do Governo considerou que o país atravessa uma fase em que é necessário fazer escolhas estratégicas para maximizar os recursos disponíveis, defendendo uma gestão criteriosa do investimento público. “O mais fácil é prometer tudo a todos e dizer que é possível tudo. O mais difícil é fazer escolhas e fazer as melhores escolhas, aquelas que produzem melhores resultados”, declarou.

Durante a visita ao certame agrícola, Luís Montenegro sublinhou ainda que o Executivo está empenhado em aumentar a eficiência do Estado para libertar mais recursos para áreas prioritárias. “Estamos a reformar o Estado, estamos a tentar combater as ineficiências para podermos ter mais otimização de recursos e mais recursos disponíveis para os vários investimentos”, afirmou, incluindo entre esses investimentos os projetos de mobilidade e acessibilidades reclamados pela região.

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