Grande parte do muro da lateral direita do cemitério de Alpiarça, no Vale da Cigana, ruiu durante a tempestade Kristin e, quase seis meses depois, ainda está por reparar, o que tem motivado algumas reclamações da população. Para além dos danos no muro, também algumas campas ficaram danificadas.
Os danos no muro, que levaram à derrocada, foram provocados pela queda de muitos dos ciprestes junto ao muro, no exterior, causando também danos em algumas campas que se encontravam próximas. O presidente da Junta de Freguesia de Alpiarça, Jorge Costa, explicou ao NS que embora o entulho ainda esteja no local, foi imediatamente colocada uma rede de proteção nas zonas onde o muro ruiu para “salvaguardar a entrada de animais selvagens” no interior do cemitério.
O autarca alegou que as reparações nas campas estavam a demorar motivadas pelos processos morosos com as seguradoras. Ainda assim garantiu que já foi dada ordem de reparo, uma vez que as seguradoras não deram respostas atempadas, com a Junta a garantir o pagamento das despesas.
Quanto ao muro, o presidente afirma que ainda será necessário aguardar mais algum tempo, entendendo que “é visualmente feio”, uma vez que há a necessidade de esperar pelos fundos do Governo Central e das percentagens de comparticipação deste tipo de despesas, não havendo ainda um prazo para que seja feita a reparação.
“Estando salvaguardada a entrada de animais, há outras prioridades nas reparações”, referiu Jorge Costa, revelando que para além do muro, a queda das árvores também danificou o sistema de canalização e o furo de água, que representou um investimento considerável por parte da Junta de Freguesia para reparar com celeridade, de forma a não deixar o cemitério sem acesso a água.













