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José Manuel Santos destaca avanços de Santarém e da Lezíria no setor do Turismo

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Santarém acolheu recentemente o Congresso Nacional de Informação Turística, uma iniciativa que reuniu profissionais do setor, académicos e entidades ligadas ao turismo, tendo como tema central “Realeza, Arquitetura e Cultura em Riba do Tejo – Nos 700 anos da morte de D. Dinis”. O congresso centrou-se na importância da qualidade da informação turística como fator determinante para a promoção, diferenciação e competitividade dos destinos.

Na sessão de abertura, José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR), destacou a relevância da escolha de Santarém para a realização do encontro. “É importante sublinhar a realização deste congresso e agradecer a escolha de Santarém como local de acolhimento de um evento que é, de facto, muito importante para a promoção turística”, afirmou.

Dirigindo-se aos participantes, José Manuel Santos sublinhou o papel dos profissionais da informação turística e dos guias intérpretes. “Tenho um apreço muito especial pelas profissões ligadas à interpretação e à informação turística. Sou técnico de turismo há muitos anos e tenho uma grande sensibilidade para estes temas”, recordando ainda a sua experiência na formação de guias intérpretes regionais no início dos anos 2000. “Guardo com muita satisfação o facto de muitos desses profissionais continuarem hoje a exercer com enorme qualidade”, acrescentou.

O responsável da ERTAR salientou que a evocação dos 700 anos da morte de D. Dinis é particularmente simbólica para Santarém e para o Ribatejo. “Esta evocação de D. Dinis faz todo o sentido em Santarém, uma cidade profundamente ligada à história do reino e a um rei que deixou uma marca decisiva na agricultura e na organização do território”, referiu, acrescentando que o congresso contribui para reforçar a afirmação cultural e turística da cidade.

José Manuel Santos destacou ainda a evolução da profissão de guia e da própria informação turística. “Hoje, o guia já não é apenas o intérprete do património, da igreja ou do palácio. É um profissional de banda larga, com conhecimento da cultura, da natureza, da gastronomia e das novas motivações de procura”, sublinhou, defendendo que esta adaptação acompanha as tendências do turismo no interior do país.

No que diz respeito a Santarém, o presidente da ERTAR considerou que o município tem vindo a trilhar um caminho consistente. “Temos de reconhecer que há ainda um percurso a fazer, mas o município está a trabalhar nesse sentido e a Entidade Regional de Turismo tem sido parceira”, disse, dando como exemplo a colaboração com o Museu Diocesano de Santarém, que classificou como “um agente cultural e turístico muito relevante”.

José Manuel Santos destacou também o potencial de Santarém enquanto cidade de congressos e eventos. “Santarém tem excelentes infraestruturas para acolher congressos e iniciativas, não apenas as mais conhecidas, mas também as do Instituto Politécnico, nas suas várias escolas”, afirmou, alertando para um novo desafio. “Estamos a começar a ter mais procura do que oferta, sobretudo ao nível da capacidade hoteleira”, revelou, acrescentando que a construção de um novo hotel e a perspetiva de mais unidades poderão equilibrar esta situação nos próximos anos.

Alargando a análise ao território ribatejano, o responsável defendeu que o Ribatejo está a afirmar-se de forma gradual como destino turístico. “O Ribatejo tem outros grandes pilares económicos, como a agricultura, mas o turismo está a fazer um caminho seguro e consistente”, afirmou. “Temos procurado apresentar o Ribatejo como um novo destino turístico de Portugal, com uma identidade própria”.

José Manuel Santos referiu ainda a aposta na sustentabilidade, na natureza e na cultura. “Quando vemos a Companhia das Lezírias a apostar fortemente na sustentabilidade ou o reconhecimento da Reserva da Biosfera da UNESCO, percebemos que estamos no caminho certo”, disse, sublinhando também o trabalho desenvolvido em parceria com vários municípios na dinamização de produtos turísticos.

A gastronomia e os vinhos foram igualmente destacados como ativos estratégicos. “Esta região tem uma enorme riqueza gastronómica e vínica. A Associação dos Vinhos do Tejo tem feito um trabalho muito sério e consistente, que já é uma referência”, afirmou, acrescentando que começam a surgir iniciativas culturais e enoturísticas com projeção nacional e internacional.

A terminar, José Manuel Santos deixou uma mensagem de confiança no futuro. “Estamos no bom caminho. Nem sempre é possível avançar à velocidade que gostaríamos, mas acredito que o Ribatejo será, a médio prazo, o próximo destino turístico de Portugal”, concluiu, dirigindo se aos profissionais da informação turística. “O vosso papel é fundamental neste crescimento e a vossa ajuda será sempre muito bem vinda. Serão sempre bem vindos ao Ribatejo”.

O Congresso Nacional de Informação Turística encerrou com a reafirmação da importância da informação qualificada, do conhecimento e da cooperação entre entidades, como pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável e competitivo dos destinos turísticos.

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