João Moutão tomou posse para um segundo mandato como presidente da direção do Instituto Politécnico de Santarém, em cerimónia que decorreu na Escola Superior Agrária de Santarém, na manhã de sexta-feira, 21 de março e precedeu a inauguração das novas residências de estudantes. A cerimónia contou com a presença de várias entidades entre as quais o executivo municipal de Santarém e o Ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Ao dirigir-se ao público presente, após a tomada de posse dos destinos da escola, João Moutão levantou o véu sobre os objetivos que vai perseguir neste segundo mandato como manter a aposta no desenvolvimento de parcerias com as autarquias da região que tem promovido a criação de Cursos Técnicos de Especialização (CTESP) e aumentar essa oferta em “áreas estratégicas para o território”, nomeadamente nas áreas da saúde, logística ou novas tecnologias, que têm tido um desenvolvimento a olhos vistos na região, com a instalação de vários empreendimentos. Diversificar a oferta no que diz respeito aos cursos de mestrado, microcredenciações e pós-graduações é também uma aposta para os próximos quatro anos, de forma a que o IPS seja “uma instituição que apoia a formação ao longo da vida”, com estas formações a serem orientadas para dar respostas às necessidades “de quem está no mercado de trabalho”.
Na área da investigação, João Moutão revelou que estão seis centros de investigação a aguardar a certificação da Fundação da Ciência e Tecnologia, que irá dar aso à contratação de oito investigadores de carreira para o IPS que irão dar suporte aos centros.
“O conhecimento que produzimos tem que retornar à sociedade através da disponibilização de serviços” alertou o presidente do IPS, garantindo que estes centros de investigação irão dar origem a mais cursos de doutoramento em contexto laboral.
João Moutão revelou também que o Politécnico está empenhado no processo de criação de uma Universidade Europeia, estando a dar passos para a “criação de um espaço de educação superior europeu único” que permita criar competividade na educação com os “blocos geopolíticos” norte americano e chinês, para quem o presidente considera que a Europa está a perder competitividade. Segundo João Moutão, a Universidade Europeia será em breve registada do ponto de vista legal.
Numa óptica de cooperação internacional, João Moutão referiu ainda a criação de parcerias na educação superior nos continentes africano e sul-americano, especialmente nos territórios lusófonos, aproveitando a língua como mais valia para essa cooperação internacional.



