O presidente da Câmara de Santarém e candidato da Aliança Democrática (AD – PSD/CDS-PP) à liderança do município, João Leite, destacou hoje o investimento público e privado como pilares do desenvolvimento do concelho, que vive “um momento histórico”.
Durante um jantar com apoiantes, que contou com a presença do primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, e do presidente do CDS-PP, Nuno Melo, João Leite afirmou que o concelho está a concretizar projetos estruturantes em várias áreas, fruto de uma “dinâmica que se sente nas ruas” e de uma “gestão rigorosa das contas municipais”.
“Hoje temos 510 milhões de euros de investimento privado ctual em curso no concelho. São as empresas que criam emprego e é o emprego que garante o crescimento de qualquer território”, afirmou o atual presidente da Câmara de Santarém, referindo projetos como o novo Hospital da Luz, o novo hotel e a fixação de várias unidades empresariais em freguesias como Alcanede e Tremês.
A proximidade ao Governo tem sido, na perspetiva do autarca, um “fator decisivo na mobilização de investimento público”, enumerando vários obras como a requalificação da Estrada Nacional 362, e cinco passagens superiores em freguesias como Vale de Santarém e Ribeira, num pacote superior a 50 milhões de euros.
Na área da educação, João Leite anunciou a aprovação de um segundo politécnico no concelho e a construção de quatro residências para estudantes, com um investimento de 7,6 milhões de euros.
A requalificação de escolas como a Dr. Ginestal Machado, a EB 2,3 de Alcanede e a Escola de São Bento, bem como a abertura da Escola de São Salvador no centro histórico, integram também a estratégia do partido para ”reforçar a oferta educativa do concelho”.
“A escola muda o mundo. É um investimento estratégico a pensar nos nossos filhos e nos nossos netos”, afirmou.
A regeneração urbana foi outro dos temas abordados pelo social-democrata, com a enumeração de várias obras já concluídas como a requalificação da Igreja de São João de Alporão, da Torre das Cabaças e do mercado municipal.
O autarca definiu ainda a requalificação da zona da Ribeirinha e a ”devolução do Rio Tejo à cidade” como uma das “grandes prioridades” da sua candidatura, com fundos comunitários já garantidos e concurso previsto para 2026.
João Leite anunciou também a requalificação da Escola Prática de Cavalaria e do Teatro Rosa Damasceno que será transformado na futura Casa das Artes e Cultura de Santarém.
“São patrimónios que estavam abandonados e que agora são nossos. Vamos devolvê-los à população”, afirmou.
Na área da saúde, o presidente da Câmara revelou que estão garantidos 2,2 milhões de euros do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) para requalificar 11 unidades nas freguesias do concelho, e que está em negociação com o Governo a criação de um novo centro de saúde na cidade.
João Leite destacou ainda a aquisição da Estação Zootécnica Nacional e a requalificação das instalações da PSP, como exemplos “de proximidade com o atual governo”.
Sobre a composição da candidatura, o presidente da Câmara sublinhou a presença de independentes e o apoio a movimentos cívicos, referindo que metade da lista à Câmara são pessoas sem filiação partidária.
“Este projeto é aberto à sociedade civil e coloca Santarém acima de qualquer outro interesse”, disse.
João Leite afirmou que nenhum dos candidatos da AD “precisa da política para viver” e que todos estão “de corpo inteiro por Santarém”.
“É por isso que vamos ganhar com maioria absoluta”, declarou, apelando à mobilização dos eleitores.
O executivo municipal de Santarém é atualmente composto por quatro eleitos do PSD e quatro do PS, num acordo de governação que distribui pelouros entre os dois partidos. O Chega tem um vereador.
Para as eleições de domingo, são candidatos à presidência da Câmara Municipal de Santarém o atual presidente da câmara, João Leite (Coligação PSD/CDS-PP), Pedro Ribeiro (PS), José Rui Raposo (CDU), Pedro Correia (Chega), Pedro Mendonça (coligação Livre/BE) e Rodrigue Devillet Lima (IL).





