O Centro Nacional de Exposições, em Santarém, recebeu ontem, dia 5 de março, uma sessão do projeto Portugal Export +60’30, dedicada ao tema da Inteligência Artificial e ao reforço da competitividade da economia portuguesa. A iniciativa reuniu cerca de três dezenas de empresários das regiões do Oeste e Vale do Tejo e teve como objetivo contribuir para que as exportações nacionais atinjam 60% do Produto Interno Bruto até 2030.
Promovido pelo Novo Banco e pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), com o apoio da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo e do jornal Expresso, o encontro contou com a parceria da NERSANT, Associação Empresarial da Região de Santarém.
Durante a sessão, o presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, sublinhou a importância da realização do encontro no concelho. Segundo o autarca, acolher esta iniciativa representa “uma honra para o concelho” e demonstra que “o nosso território se afirma, cada vez mais, como um espaço aberto ao debate, à inovação e à construção de soluções para o futuro económico de Portugal”.
O encontro reforçou também o papel de Santarém como ponto de encontro entre empresas, instituições e decisores, promovendo a reflexão estratégica sobre temas como a globalização, a reindustrialização e a transformação tecnológica.
Entre os participantes estiveram ainda Rui Serrano, presidente da NERSANT, Luís Ribeiro, administrador do Novo Banco, Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da Associação Empresarial de Portugal, e Daniel Lança Perdigão, fundador da consultora UpSideUp.
Na sua intervenção, Rui Serrano recordou uma reflexão lançada em Santarém em 2021 sobre o posicionamento estratégico da região. “Santarém devia estar para Lisboa como Braga está para o Porto”, afirmou, citando uma ideia então defendida pelo antigo CEO do Novo Banco, António Ramalho, para sublinhar o potencial de desenvolvimento ainda por concretizar.
O dirigente destacou igualmente a criação da NUT II Oeste e Vale do Tejo, aprovada pela União Europeia em 2023, considerando tratar-se de um marco relevante para o desenvolvimento territorial. Segundo explicou, esta nova região, que reúne 34 municípios e mais de 800 mil habitantes, “permite uma programação integrada de políticas públicas, financiamentos e iniciativas de desenvolvimento regional, reforçando a capacidade de captação de investimento e de aproveitamento dos fundos europeus, ao mesmo tempo que aumenta a competitividade das empresas”.
No debate dedicado à Inteligência Artificial, Rui Serrano defendeu uma nova visão para o território. “Precisamos, sim, de uma Wise Region, sábia, humana, onde a Inteligência Artificial não substitui, mas eleva a nossa região”, afirmou.
O responsável sublinhou ainda que o território reúne condições para afirmar-se como um espaço de inovação económica. “Temos no território tudo o que é necessário para sermos um verdadeiro laboratório vivo da Globalização 4.0”, declarou, defendendo que a cooperação entre empresas, instituições e decisores públicos poderá transformar o Oeste e Vale do Tejo na primeira Wise Region de Portugal.







