Hospital de Santarém acompanha à distância doentes cardíacos com tecnologia inovadora

Hospital de Santarém acompanha à distância doentes cardíacos com tecnologia inovadora

16 Fevereiro 2021, 11:47 Não Por Redacção

O Serviço de Cardiologia do Hospital Distrital de Santarém iniciou recentemente um programa de acompanhamento à distância de doentes cardíacos, que com recurso a um programa de telemonitorização que monitoriza os doentes, evitando assim a sua ia regular ao serviço de Urgências.

De acordo com Vítor Martins, Director do serviço, o objectivo é “optimizar ainda mais” a qualidade assistencial aos doentes com insuficiência cardíaca de maior risco seguidos na unidade hospitalar monitorizando-os 24 horas por dia, sete dias por semana, prevenindo-se, atempadamente, eventuais descompensações da doença e, consequentemente, a afluência destes doentes crónicos ao Serviço de Urgência, minimizando os riscos para o seu estado clínico, assim como o desconforto e tempo de espera em ambiente hospitalar.

O clinico explica que este projecto surgiu como complemento ao que o Serviço de Cardiologia do HDS já disponibilizava aos doentes com esta patologia.
Dispomos de uma consulta de insuficiência cardíaca (IC), que existe há cerca de oito anos, assim como um hospital de dia, onde um médico e um enfermeiro observam os doentes que estão relativamente instáveis e são feitas determinadas terapêuticas, nomeadamente endovenosas, evitando, deste modo, a ida à Urgência”, relata.

Para ter acesso a este serviço inovador os doentes são criteriosamente seleccionados, sendo admitidos no projecto aqueles que recorrem à urgência hospitalar diversas vezes por ano por descompensação de IC.
A monitorização é feita através de um aparelho que é colocado nos doentes monitorizam-se, remotamente, diversos parâmetros, nomeadamente os níveis de pressão arterial e de oxigénio no sangue, o peso e ritmo cardíaco.

É feita uma gestão central diária dos parâmetros de telemonitorização, por uma empresa externa especializada, sendo que quando os mesmos se afastam daqueles que foram pré-estabelecidos para cada doente são gerados “alertas”, os quais são avaliados tendo em conta os critérios anteriormente definidos pela equipa de Cardiologia. O doente é contactado e o “alerta” é validado por algoritmos específicos para o efeito.

Quando existe uma anomalia, o médico é notificado, são feitas alterações e dadas indicações ao doente para que se possa aliviar a situação”, menciona Vítor Martins, sendo que a avaliação do programa de telemonitorização de IC será feita ao final de um tempo, com o objectivo de confirmar se foram alcançados os resultados pretendidos, ou seja, se se verificou uma diminuição do número de hospitalizações e de idas à urgência e se houve melhorias no estado clínico dos doentes.

Um dos dez doentes que está a ser monitorizado é Artur Neves, de 66 anos, que foi diagnosticado em Julho de 2020 com IC que garante estar satisfeito, “desde que estou a ser monitorizado, estou sempre controlado. Se tiver algum problema, como por exemplo aumento de peso, sou imediatamente contactado. Neste momento, sinto-me lindamente”, afirma.


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