O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) alerta para uma “forte adesão” à Greve Geral convocada para 11 de dezembro, sublinhando que a paralisação terá impacto significativo em múltiplos serviços municipais do distrito de Santarém. Segundo o comunicado divulgado pela Direção Regional, a paralisação de 24 horas abrangerá autarquias e empresas municipais, incluindo juntas de freguesia, estaleiros, serviços de água e saneamento, escolas, jardins de infância, piscinas, bibliotecas, setores operacionais e serviços administrativos.
No documento, o STAL afirma que os trabalhadores “dão força à Greve Geral contra o ‘pacote laboral’ e a exploração”, acusando o Governo de promover uma estratégia que “procura fragilizar os direitos laborais” e que representa “uma afronta à Constituição”. O sindicato reforça que as mais de cem alterações propostas à legislação laboral “não resolvem os problemas já existentes” e, pelo contrário, “agravam as injustiças e desigualdades”.
A estrutura sindical defende que esta luta é essencial para “derrotar o ataque aos direitos” e garantir “o aumento dos salários, das pensões e a melhoria dos serviços públicos”. Entre as exigências adicionais apresentadas pelo sindicato incluem se a regulamentação das profissões de desgaste rápido, a reposição integral do direito à indemnização por acidente de trabalho ou doença profissional e a revisão dos suplementos de disponibilidade e piquete, conforme detalhado na página 2 do comunicado.
Num tom particularmente crítico, o STAL aponta também para os lucros elevados das grandes empresas, afirmando que, “enquanto os trabalhadores enfrentam salários de miséria”, grupos económicos como Jerónimo Martins, Sonae, Galp ou EDP acumulam ganhos que o sindicato considera “escandalosos”. O comunicado sublinha ainda que o Governo vai “presentear as principais empresas com borlas fiscais”, referindo a redução prevista de 2000 milhões de euros no IRC para 2026.
A Direção Regional do STAL de Santarém afirma ser possível “reverter este rumo” através da “força da luta dos trabalhadores” e apela à adesão maciça à Greve Geral. “É possível e é urgente uma vida melhor”, conclui o sindicato na mensagem final do documento, datado de 9 de dezembro de 2025.





