A greve geral no distrito de Santarém registou uma “grande adesão” dos trabalhadores, com setores a atingirem entre 80% e 90% de participação, e turnos no Hospital de Santarém a chegarem aos 94,4% de trabalhadores em greve, segundo o coordenador da União de Sindicatos de Santarém, Mário Santos.
Mário Santos adiantou que a greve geral estava a ser “muito participada” no distrito, com forte impacto na saúde, na educação e nos transportes. Segundo o responsável, praticamente todos os agrupamentos de escolas do distrito estavam encerrados, com exceção de dois que funcionavam parcialmente.
O coordenador explicou ainda que foram montados piquetes de greve desde as 19h do dia anterior, em empresas e serviços como a Mercadona, Rodoviária, Hospital de Santarém, Carnes Nobre e Sumol+Compal, entre outros, mantendo-se quase ininterruptos durante a noite.
A ação da União de Sindicatos de Santarém no âmbito da greve geral incluiu piquetes em vários pontos do distrito e culminou com uma concentração, por volta das 11h, junto ao W Shopping, em Santarém. No local foi feito um ponto de situação perante trabalhadores e comunicação social, com o objetivo de dar a conhecer o impacto da greve no distrito.
Mário Santos adiantou que, após esta iniciativa, não estavam previstas mais ações no distrito, salientando que muitos ativistas sindicais estiveram em piquetes desde o dia anterior e iriam agora descansar. Acrescentou, contudo, que os trabalhadores que o desejassem estavam convidados a participar nas iniciativas organizadas noutros locais, nomeadamente em Lisboa.



































