O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, afirmou esta semana, em Santarém, que o Governo está a acelerar os investimentos nas forças de segurança, garantindo reforço de meios humanos, equipamentos e infraestruturas para a Polícia de Segurança Pública.
As declarações foram feitas à margem das comemorações dos 150 anos da PSP de Santarém, onde o governante reconheceu as dificuldades existentes no comando distrital.
Paulo Simões Ribeiro destacou o esforço realizado nos últimos meses na execução da Lei de Programação das Infraestruturas e Equipamentos das Forças de Segurança, apontando já exemplos concretos no distrito de Santarém.
“No caso de Santarém, já foi visível. No ano passado, em dezembro, foi inaugurada a nova esquadra do Entroncamento da PSP”, referiu.
O secretário de Estado revelou ainda que o Governo está a preparar o próximo ciclo da Lei de Programação para o período entre 2027 e 2031, assegurando que Santarém continuará contemplado nos investimentos previstos.
“Estamos a preparar o próximo ciclo da Lei de Programação de 2027 a 2031, onde Santarém também será contemplado. Seguramente que o Comando Distrital quer a Esquadra de Torres Novas”, afirmou.
Entre os projetos identificados está também a recuperação da fachada do edifício do Comando Distrital da PSP de Santarém, numa intervenção que deverá avançar em articulação com a autarquia.
Segundo Paulo Simões Ribeiro, o reforço do efetivo policial será uma das prioridades do Governo, antecipando que 2026 possa marcar uma inversão da tendência de perda de agentes.
“Nós esperamos que no final de 2026 seja o primeiro ano, desde 2022, em que vamos ter um resultado líquido positivo. Ou seja, mais polícias a entrar na PSP do que a sair”, declarou.
O governante explicou que esta recuperação será possível através de novos cursos da Escola Prática de Polícia, um dos quais termina já este mês e outro decorrerá até ao final do ano, permitindo reforçar vários comandos do país.
Questionado sobre o desinvestimento acumulado nas forças de segurança ao longo das últimas décadas, Paulo Simões Ribeiro atribuiu essa situação às dificuldades financeiras do país durante o período da troika e à redução do investimento público nos anos seguintes.
“Tivemos uma intervenção externa com a troika, quando o país estava na bancarrota. Naturalmente que isso diminuiu a capacidade de investimento”, afirmou.
O secretário de Estado acrescentou que, nos anos posteriores, “todo o esforço meritório de cumprimento do défice e do equilíbrio das contas públicas foi feito à conta da diminuição do investimento público”, situação que teve impacto direto “nas forças de segurança, nos seus equipamentos, nas suas esquadras e nos seus postos”.
Paulo Simões Ribeiro garantiu, no entanto, que o Governo pretende recuperar o atraso acumulado, considerando que os últimos dois anos já representaram “um salto qualitativo” na concretização dos investimentos previstos para as forças de segurança.





