Um guarda principal da GNR vai receber uma indemnização de cinco mil euros, mais de oito anos depois de ter sido esfaqueado durante uma ocorrência na Golegã, quando integrava uma patrulha chamada a uma residência devido a uma situação de eventual suicídio.
A atribuição da indemnização a João Carlos da Graça Santos Valério, militar que à data prestava serviço no Posto Territorial da Golegã, do Comando Territorial de Santarém, foi publicada esta quarta-feira, 19 de agosto, em Diário da República.
Os factos remontam a 19 de maio de 2018. O militar encontrava se de serviço de patrulha, entre as 16h00 e as 00h00, quando recebeu uma comunicação via rádio para se deslocar a uma ocorrência relacionada com um possível suicídio.
Quando os militares entraram na residência à procura do homem, que se teria isolado numa das divisões da casa, este apareceu munido de uma arma branca e tentou impedir a intervenção policial.
A situação evoluiu para confronto físico e o guarda principal acabou por ser esfaqueado na zona lateral esquerda das costas. O ferimento obrigou o militar a receber tratamento médico no Hospital Distrital de Santarém e a permanecer 16 dias em convalescença, sem poder trabalhar.
O processo concluiu que a agressão constituiu um “ato de intimidação e retaliação” contra o guarda, diretamente relacionado com o exercício das suas funções enquanto militar da GNR.
O agressor viria a ser julgado no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém e condenado a pena de prisão pela prática de um crime de ofensa à integridade física qualificada, dois crimes de ameaça e um crime de detenção de arma proibida.
Mais de oito anos depois da agressão, foi agora determinada a atribuição de uma indemnização de cinco mil euros ao militar, sendo o respetivo encargo suportado pela Secretaria Geral do Ministério das Finanças.








