4.958 veículos, dos 72.770 detetados pela GNR a circular sem terem sido submetidos às inspeções técnicas obrigatórias, foram apanhados no distrito de Santarém, relevou a Guarda Nacional Republicana (GNR).
Com uma média de 14 carros por dia, só nas vias à responsabilidade da GNR, o distrito de Santarém está entre aqueles que registam o maior número de veículos que circulam sem serem inspecionadas as suas condições de segurança.
Com uma média de cerca de 400 veículos por mês, o mês de dezembro é aquele em que se registou, no ano passado, o maior número de veículos identificados a circular irregularmente.
De acordo com os dados divulgados pela GNR, só este ano, e com dados até 23 de março, foram identificados no distrito de Santarém, 1.277 viaturas não inspecionadas.
Além de veículos que “não foram submetidos às inspeções periódicas obrigatórias”, a GNR identificou também veículos que “não realizaram inspeções extraordinárias após avarias graves nos sistemas de direção, suspensão ou travagem”, o que “circularam após acidente de viação sem verificação das respetivas condições de segurança”.
A GNR alerta que o estado do veículo é um fator determinante para a segurança rodoviária, integrando os critérios de risco considerados no patrulhamento orientado por processos de gestão do risco.
Nesse sentido, recorda que as inspeções periódicas variam consoante o tipo de veículo, sendo obrigatórias, por exemplo, antes dos quatro anos nos ligeiros de passageiros, aos dois anos nos ligeiros de mercadorias e ao fim de um ano em veículos pesados ou destinados ao transporte público, passando depois a ter periodicidade anual ou semestral, conforme os casos.
A inspeção pode ser realizada até três meses antes da data limite, mantendo-se válida até ao aniversário da primeira matrícula, sendo que, nos veículos importados, conta a data da matrícula original no país de origem.
A GNR sublinha que a prevenção passa por uma informação clara e contínua aos cidadãos, assumindo o seu papel na fiscalização das condições técnicas dos veículos, não apenas com uma vertente sancionatória, mas sobretudo de sensibilização, com o objetivo de promover uma circulação mais segura e reduzir comportamentos de risco nas estradas nacionais.




