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Gestão do Hospital de Santarém afasta ainda mais João Leite e Pedro Ribeiro

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A relação tensa que se criado entre o presidente da Câmara de Santarém, João Leite, e o líder da oposição socialista no executivo, Pedro Ribeiro, voltou a fazer faísca, desta vez com uma troca de posts nas redes sociais, sobre a administração do Hospital Distrital de Santarém.

No último dia do ano, 31 de dezembro, o ex-presidente da Câmara de Almeirim e que também presidia a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), fez uso das redes sociais para deixar críticas severas à atual administração do Hospital Distrital de Santarém (HDS), liderada por Pedro Marques, na sequência das notícias que davam conta do encerramento do bloco de partos do Hospital durante a passagem de ano. O agora vereador da oposição no executivo escalabitano atirou em várias direções começando por referir que a anterior administração, liderada por Tatiana Silvestre, foi afastada por motivos políticos. O afastamento aconteceu poucas semanas após a administradora ter assumido publicamente que integrava as Mulheres Socialistas de Santarém.

“Apesar da narrativa que se tentou impor, essa administração era composta por pessoas de diferentes quadrantes, escolhidas não pela cor política, mas pelo mérito e pela capacidade técnica. Ainda assim, foi afastada,antes de completar um ano de mandato, e após seis meses de um processo que mais pareceu uma “telenovela mexicana”, com jogos de bastidores, “reuniões secretas” e “traições” que deveriam envergonhar os seus intervenientes”, acusa Pedro Ribeiro.

O autarca afirma também que após um ano da nomeação da nova administração “muito mudou – e, infelizmente, não para melhor”, preconizando um agravamento da situação do Hospital “sobretudo com a abertura do Hospital da Luz”, que segundo Pedro Ribeiro “intensificará a saída de profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“A situação da maternidade, apesar de contar com profissionais altamente qualificados, dedicados e instalações de referência a nível nacional, é apenas a face mais visível e mediática de um problema estrutural muito mais profundo”, lamenta o autarca, apontando baterias ao “modelo de governação que desvaloriza a estabilidade, o planeamento e a competência” e à Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que o autarca considera que “já deu mais do que provas de não estar à altura das responsabilidades do cargo que ocupa”. Pedro Ribeiro acrescenta ainda que as consequências desta gestão são uma resposta “cada vez mais frágil, mais incerta e mais precária” do Serviço Nacional de Saúde e do Hospital Distrital de Santarém.

“Quando a política se impõe a tudo o resto, quem paga o preço não são os decisores. É a população, com o silencio cúmplice de quem tudo fez para mudar apenas por interesses partidários e “vinganças” mesquinhas”, conclui o autarca socialista.

Em jeito de resposta, o presidente da Câmara, João Leite, usou a mesma via para fazer um “comentário a um post cheio de hipocrisia” onde começa por questionar “onde estava Pedro Ribeiro, enquanto presidente da CIMLT, quando o primeiro-ministro António Costa, para se manter no poder, se aliou ao Bloco de Esquerda e ao PCP e, em conjunto, contribuíram para a degradação da resposta pública na saúde?”, alegando que os problemas do SNS e do HDS “não nasceram ontem, nem resultam da mudança de um conselho de administração”.

O líder do executivo escalabitano, eleito pela coligação Aliança Democrática (PPD-PSD e CDS-PP), atira-se ao autarca e à anterior administração referindo que também terá sido escolhida com base “em critérios de proximidade pessoal e ou partidárias” a Pedro Ribeiro.

“Os factos são conhecidos” afirma João Leite.

João Leite acusa Pedro Ribeiro de ainda não ter digerido a derrota nas eleições autárquicas de 12 de outubro e de não reconhecer “que a sua forma de agir e de pensar foi amplamente rejeitada.”

“Convém também lembrar que gerir um hospital é um enorme desafio. Envolve múltiplos stakeholders, constrangimentos financeiros, escassez de recursos humanos e decisões difíceis. Mudanças organizacionais num hospital demoram tempo a produzir impacto, e exigir resultados imediatos é intelectualmente desonesto”, relembra João Leite.

O presidente da autarquia conclui com uma mensagem que afirma ser “clara e justa” e dirigida aos profissionais do HDS que merecem “respeito e reconhecimento” e que diz contarem com “a solidariedade institucional do Município, hoje e sempre” por fazerem “todos os dias o seu melhor para servir a nossa população, muitas vezes em condições difíceis”.

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