Uma aeronave C-130H da Esquadra 501 “Bisontes”, da Força Aérea Portuguesa, detetou um incêndio ativo na zona do Couço, concelho de Coruche, durante uma missão operacional de regresso da Noruega a Portugal, permitindo o alerta imediato das autoridades e uma resposta mais rápida à ocorrência.
O episódio aconteceu no passado dia 30 de maio, mas só hoje foi dada a conhecer pela Força Aérea.
Durante uma missão de retração de pessoal militar, depois de entrar no espaço aéreo nacional, a tripulação iniciou um segmento de voo a baixa altitude, integrado nos procedimentos operacionais habituais, que permitiu identificar vários focos de incêndio em território português.
Segundo a Força Aérea, após a deteção de um primeiro incêndio na região de Vila Real, a aeronave prosseguiu a missão com destino a Beja, sobrevoando várias zonas do país. Foi então que, na região do Couço, os militares identificaram uma nova coluna de fumo.
“Na zona do Couço, no concelho de Coruche, foi identificada uma nova coluna de fumo irregular. Com o sobrevoo do C-130H foi possível verificar a existência de um incêndio ativo, sem meios de combate ou pessoas nas proximidades do local”, refere a Força Aérea em comunicado.
A situação foi imediatamente comunicada às entidades responsáveis pela proteção e socorro.
“A ocorrência foi de imediato reportada às autoridades competentes, o que permitiu uma resposta mais rápida”, acrescenta a nota divulgada pela instituição.
A mesma missão permitiu ainda identificar um terceiro foco de incêndio nas proximidades de Beja. Nesse caso, os meios de socorro já se encontravam no terreno e a ocorrência tinha sido previamente reportada às autoridades.
De acordo com a Força Aérea, a deteção destes incêndios demonstra a importância da vigilância efetuada pelas tripulações durante os voos operacionais, mesmo quando a missão principal tem outra natureza.
“Esta missão demonstrou, uma vez mais, a capacidade da Força Aérea para, em simultâneo com o cumprimento das tarefas operacionais, contribuir para a vigilância do território nacional”, sublinha a instituição.
A Força Aérea explica ainda que esta prática faz parte dos procedimentos habituais das suas tripulações, que mantêm uma observação permanente do terreno durante os voos.
“As tripulações mantêm observação contínua do terreno, aproveitando a vantagem da altitude para detetar, de forma precoce, incêndios rurais, através da identificação de colunas de fumo ou focos suspeitos, contribuindo para uma resposta mais rápida e eficaz”, destaca o comunicado.
A deteção do foco de incêndio no Couço assume especial relevância numa altura em que se aproxima o período mais crítico de incêndios rurais, reforçando a importância da vigilância aérea como complemento aos sistemas de deteção e combate existentes no terreno.





