A Filarmónica Recreativa de Aveiras de Cima lançou um apelo emocionado à comunidade depois de ter sido alvo de um assalto que resultou no furto de materiais essenciais ao desenvolvimento das suas atividades. A direção fala em prejuízos relevantes e pede agora o envolvimento de associados, amigos e da população para recuperar o que foi perdido e garantir a continuidade do trabalho da instituição.
Numa mensagem dirigida à comunidade, a responsável começa por reconhecer o momento difícil. “Escrevo vos hoje com o coração pesado, mas também com esperança e fé”, refere, explicando que a coletividade foi “vítima de um assalto que nos causou alguns prejuízos”.
De acordo com o testemunho, foram levados “materiais essenciais ao funcionamento das nossas atividades, equipamentos que levaram anos a conquistar, fruto do esforço, dedicação e contributo de muitas pessoas que acreditaram neste projeto comum”. A dirigente admite o impacto pessoal do sucedido, sublinhando que o acontecimento a deixou “fragilizada até emocionalmente, mas não derrotada”.
Apesar das dificuldades, garante que a resposta será de resiliência. “Não baixarei os braços, mas arregaçarei as mangas e continuarei em frente a trabalhar em prol desta casa, que é um bem comum a todos nós”, afirma.
A Filarmónica Recreativa de Aveiras de Cima, com 152 anos de história, é descrita como muito mais do que um edifício. “Sempre foi mais que paredes e equipamentos. É feita de pessoas, de histórias partilhadas, de trabalho voluntário, de convívio, de cultura e de espírito comunitário”, lê se no apelo. A responsável recorda ainda que se trata de “um espaço que pertence a todos nós e que só existe porque há quem esteja disposto a dar um pouco de si em prol do coletivo”.
Perante o cenário, é lançado um pedido direto de apoio. “Precisamos da vossa ajuda, seja através de apoio na reposição do material furtado, de contributos financeiros, de donativos em espécie ou simplesmente com a vossa disponibilidade para participar mais ativamente na vida da nossa coletividade”, refere.
O apelo estende se também à renovação dos órgãos sociais. “Precisamos também de pessoas que queiram dar um passo em frente e integrar os órgãos sociais, ajudando a garantir a continuidade, a transparência e o futuro desta casa que é de todos nós.”
Reconhecendo as dificuldades que muitas famílias atravessam, a dirigente reforça a confiança na comunidade. “Sei que os tempos não são fáceis, mas acredito profundamente na força, na união, na solidariedade e no compromisso comunitário. Cada gesto conta, cada ajuda por mais pequena que pareça, faz diferença.”
A mensagem termina com um voto de confiança no futuro. “Juntos já superámos vários desafios. Com o vosso apoio acreditamos que também este será mais um obstáculo vencido, e que seremos mais fortes, mais unidos e mais determinados a continuar.” E deixa um agradecimento antecipado: “A todos os que puderem ajudar o nosso mais sincero agradecimento. A todos os que acreditam nesta coletividade com 152 anos, o meu compromisso de continuar a lutar por ela.”





