A Lezíria do Tejo está entre os territórios abrangidos pelos contratos que vão permitir levar redes de fibra ótica de elevada capacidade às chamadas “áreas brancas”, zonas onde a cobertura digital é ainda insuficiente ou inexistente.
A medida integra a Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada 2023 a 2030 e pretende garantir que toda a população tenha acesso a redes Gigabit até 2030, eliminando falhas de cobertura que ainda condicionam cidadãos, empresas, serviços públicos e atividades económicas em várias regiões do país.
Na Lezíria do Tejo, a intervenção abrange os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, reforçando a conectividade digital numa região com forte presença agrícola, empresarial, urbana e rural.
A presidente da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida, participou no dia 3 de julho, em Carrazeda de Ansiães, na cerimónia de assinatura dos contratos para a instalação, gestão, exploração e manutenção destas redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada. Os contratos foram assinados entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a DSTelecom, empresa vencedora do concurso público internacional.
Para Teresa Almeida, este investimento representa um passo decisivo para a coesão territorial. “Este é um investimento que traduz, de forma muito concreta, o que significa coesão territorial. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo convivem realidades metropolitanas, urbanas, rurais e de baixa densidade, e todas têm de estar ligadas às oportunidades da transição digital”, afirmou.
A responsável sublinhou ainda que levar redes de elevada capacidade às áreas brancas significa “aproximar pessoas, empresas e serviços públicos” e criar condições para “viver, trabalhar, investir e inovar em qualquer ponto do território”.
O projeto, com um investimento global anunciado de 360 milhões de euros, vai abranger 288 concelhos, 1.967 localidades e 416.621 edifícios residenciais e não residenciais, incluindo instalações industriais, comerciais e ligadas às atividades agrícolas. No total, deverão ser diretamente beneficiados cerca de 4,2 milhões de cidadãos.
Teresa Almeida defendeu que a conectividade digital deixou de ser apenas um fator tecnológico e passou a ser uma infraestrutura essencial ao desenvolvimento das regiões. “Sem acesso a redes rápidas, resilientes e seguras, não há plena igualdade de oportunidades para os cidadãos, nem competitividade para as empresas”, afirmou.
A presidente da CCDR LVT considera que este projeto é “uma resposta concreta às assimetrias territoriais” e “um passo decisivo para que nenhum território da Região LVT fique para trás na digitalização”.
Além da Lezíria do Tejo, a intervenção na região de Lisboa e Vale do Tejo abrange concelhos da Península de Setúbal, Grande Lisboa, Oeste e Médio Tejo. No caso da Lezíria, a chegada da fibra ótica às zonas brancas poderá ter especial impacto em freguesias rurais, explorações agrícolas, pequenas empresas, escolas, serviços públicos e famílias que ainda enfrentam limitações no acesso a internet rápida e estável.





