A primeira edição do Festival Raízes Vivas foi apresentada ao final da tarde de quarta-feira, 3 de setembro, no Largo de Marvila em Santarém e promete ligar a ruralidade, tradição e cultura do Ribatejo.
27 de setembro foi a data escolhida para a realização do festival que une a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR), a Câmara de Santarém, a Associação Amigos das Caneiras, a associação Life Protectors e o chef escalabitano Rodrigo Castelo. Marcado pelas tradições, este festival promete dar enfoque especialmente à cultura avieira e dos pescadores das Caneiras.
O programa arranca com uma missa na Igreja do Santíssimo Milagre, seguindo-se uma procissão até à Rua Pedro de Santarém. O almoço será um momento de convívio entre as empresas parceiras do festival, com vários pratos tradicionais cozinhados por chefs.
O festival “Raízes Vivas” vai decorrer no recinto de festas das Caneiras e vai juntar entre cinco a 10 chefs conceituados que vão servir vários pratos tradicionais confecionados em jeito de “comida de mão” revelou Rodrigo Castelo.
Uma festa tradicionalmente ribatejana não estava completa sem a tauromaquia e será criada uma praça de touros desmontável junto ao recinto onde Manuel Bastos Telles, Parreirita Cigano e Tristão Telles Queiroz vão lidar seis touros, três da ganadaria Oliveira Irmãos e três da Sesmarias Velhas. Pegam os forcados de Santarém e do aposento da Moita.
José Santos, presidente da ERTAR, congratulou a organização deste evento que conta com “apoio institucional e financeiro” da entidade, garantindo que há absoluta necessidade de eventos “novos e diferentes”, e que o Raízes Vivas é exatamente isso, trazendo a cultura ribatejana e avieira para o grande público. O presidente referiu ainda que este é um evento que se complementa com o Festival Nacional da Gastronomia e com a Gala Repsol, ajudando à promoção do turismo gastronómico em Santarém, até em mercados exteriores a Portugal.
O presidente da Câmara de Santarém, João Leite, deixou garantias que esta será a “primeira e última edição” que se realizará em apenas um dia, com as edições futuras a contarem com três dias disponíveis para o evento. O autarca referiu ainda que “um concelho que quer olhar para o futuro” tem que investir em cultura, uma vez que esse investimento gera atratividade ao grande público e dinâmica na economia local.





