A Casa Cadaval, em Muge, e a Quinta do Casal Branco, em Almeirim, recebem entre 26 de junho e 5 de julho mais uma edição do Festival Entre Quintas, iniciativa que volta a cruzar música, património, natureza e cultura vínica em alguns dos cenários mais emblemáticos do Ribatejo.
Sob o mote “Música que nasce da natureza”, a edição de 2026 propõe uma programação diversificada que combina concertos de música clássica, jazz, recitais, palestras e atividades para famílias, transformando duas das mais históricas quintas da região em palcos de experiências culturais únicas.
A menos de uma hora de Lisboa, o festival pretende proporcionar ao público uma ligação privilegiada entre a arte e a paisagem, valorizando simultaneamente o património arquitetónico, a tradição vitivinícola e a riqueza natural do Ribatejo.
Com direção artística do maestro Nikolay Lalov e contando com a participação da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, o evento reúne intérpretes nacionais e internacionais de reconhecido mérito, reforçando a aposta na descentralização cultural e na aproximação da música clássica a novos públicos.
“O Festival Entre Quintas nasceu em plena pandemia, da necessidade de manter viva a música e de criar um espaço seguro onde artistas e público se pudessem reencontrar”, recorda Nikolay Lalov. O maestro destaca ainda a evolução do projeto, afirmando que “é muito gratificante ver este encontro artístico afirmar-se como uma referência cultural, proporcionando experiências verdadeiramente únicas ao público e aos artistas, um espaço onde a música é vivida em proximidade com a natureza, o património e as pessoas”.
Entre os momentos mais aguardados da edição deste ano encontram-se o Concerto Inaugural com obras de Haydn, Tchaikovsky e Mozart, o Recital Afro-Jazz de Stewart Sukuma, o concerto sinfónico “Scheherazade” pela Orquestra Sinfónica de Cascais, o espetáculo de Gonçalo Pescada dedicado a Bach, Piazzolla e Galliano, o Concerto de Família da Orquestra Juvenil de Cascais e o recital lírico “A Arte do Bel Canto”.
Além da componente musical, o festival volta a apostar numa forte dimensão multidisciplinar, com palestras dedicadas à história, ao património, à natureza e à identidade cultural ribatejana, promovendo uma reflexão mais ampla sobre o território e as suas tradições.
A edição de 2026 presta também homenagem a duas figuras marcantes da história das propriedades anfitriãs: Olga Cadaval e Maria Lívia Braamcamp Sobral, reconhecendo o contributo de ambas para a promoção da cultura e das artes.
Mais do que um festival de música, o Entre Quintas assume-se como uma celebração da identidade ribatejana, conjugando excelência artística, gastronomia, vinhos e património num ambiente de proximidade com a natureza. Ao longo de dois fins de semana, Muge e Almeirim voltam assim a afirmar-se como pontos de encontro para todos aqueles que procuram experiências culturais diferenciadas no coração do Ribatejo.





