Festas de Coruche inauguradas e com grandes atractivos até dia 18 (com Fotos)

13 Agosto 2022, 21:33 Não Por João Dinis

As Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo, que decorrem em Coruche até ao próximo dia 18 de Agosto, quinta-feira, foram inauguradas na tarde deste sábado, 13 de Agosto, em cerimónia realizada no Parque do Sorraia.

Presentes na cerimónia de inauguração estiveram os Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Irmandade Nossa Senhora do Castelo e Comissão de Festas, que organizam os festejos em Honra da padroeira de Coruche e entre os três reinou a unanimidade ao enaltecerem o regresso das festas no seu molde tradicional, dois anos após a pandemia, que levou alguns dos pilares da organização das festividades e que foram recordados neste momento.

Após a cerimónia de inauguração, seguiu-se uma visita às tasquinhas e expositores do certame, onde se puderam apreciar e degustar algumas das iguarias que vão ser servidas até à próxima quinta-feira.

Do programa das festas, destaque para os concertos com os ATOA (13 de Agosto), Maninho (16 de Agosto), Ana Moura (17 de Agosto) e Quim Barreiros (18 de Agosto), bem como para o Fogo de Artificio a 14 de Agosto, Procissão em Honra de Nossa Senhora do Castelo a 15 de Agosto e o Cortejo Histórico e Etnográfico “A Riqueza da Nossa Terra”, a 17 de Agosto, feriado municipal.

Durante os cinco dias das festas, destaque ainda para as touradas à corda, largadas e picaria à vara larga.

Para Francisco Oliveira, Presidente da Câmara Municipal de Coruche, esta edição “é como começar de novo depois destes dois anos de interrupção que nós tivemos, de facto voltar a este recinto e voltar a comemorar as nossas festas em honra da nossa padroeira, e eu gosto sempre muito dizer isto, as festas só existem porque existe uma devoção a Nossa Senhora do Castelo, uma componente religiosa muito forte, de um querer muito grande dos coruchenses em torno daquilo que é a fé da Nossa Senhora, pelo que hoje tivemos a inauguração das nossas festas profanas, isto é, as festas que se vão desenvolver de dia 13 a dia 18 de Agosto, com um conjunto de actividades, desde actividades culturais, actividades relacionadas com a componente muito identitária do nosso concelho, que é a tauromaquia, tauromaquia popular e obviamente também o grande dia da Monumental de Coruche se encher de gente, o dia 17 de Agosto, que é o feriado municipal que é o Dia do Campino e portanto, existem aqui grandes motivos para que de facto sejam umas grandes festas”, salienta, deixando também uma palavra a todas as associações do concelho que participam e fazem as festas de Coruche, mas também à “nossa população que nestes dias faz questão de facto de engalanar as varandas, de associar-se àquilo que é a beleza da nossa vila, o nosso edificado histórico e, de facto, as nossas ruas ficam preparadas para receber não só os coruchenses, mas todos aqueles que nos visitam”, em especial “a nossa comunidade imigrante, porque quem está longe e especialmente quem esteve longe estes dois anos da sua terra, da sua família, das suas gentes, sentem ainda com mais emoção as festas em honra da Nossa Senhora do Castelo e, portanto, espero que para todos estes, também os nossos emigrantes e aqueles que nos visitam nesta altura, seja umas boas festas, boas festas, no sentido de que possa haver diversão, possa haver encontro de amigos e de famílias, porque as festas são também diversão, mas que possa haver também, obviamente, momentos de cultura, como é o caso do cortejo histórico e etnográfico, momentos de representatividade daquilo que é o nosso território.”

Do programa, o Presidente do Município de Coruche, começa por destacar o dia 14, onde “temos o nosso fogo-de-artifício, que é um fogo que eu diria que é o maior da região, em termos de tempo de duração, mas também em termos daquilo que são hoje os artefactos lançados para o céu que reúne naquela avenida Luís de Camões, na avenida junto ao rio e também na zona da areia do rio, milhares de pessoas e, portanto, é um dos momentos altos das nossas festas.” ” O dia 15 é muito associado à devoção a Nossa Senhora do Castelo com a procissão, e estou em crer que este ano a procissão será muito participada por tudo aquilo que vivemos, por tudo aquilo que sofremos, por aquilo que foram as promessas que as pessoas fizeram à Nossa Senhora do Castelo em função dos dois anos anteriores de pandemia que nós vivemos”, o que deixa antever que “será com certeza um momento muito alto de devoção a Nossa Senhora.”

O dia 16 é o Dia do Aficionado e, portanto, é o dia de sairmos à rua preparados para enfrentar o toiro e para enfrentar esta componente tertuliana que vem surgindo há alguns anos nestas festas, uma componente muito popular e muito, eu diria, não organizada, mas de certa forma já começa a ficar enraizada nesta componente festiva e, portanto, o Dia do Aficionado é sempre um dia muito importante. Temos também o desfile das nossas tertúlias, temos as várias componentes da tauromaquia”, refere.

Francisco Oliveira dá grande ênfase ao dia 17 de Agosto, feriado municipal “onde temos o momento alto do nosso cortejo histórico e etnográfico, também com o almoço do Campino, onde costumamos reunir cerca de 1200 pessoas neste almoço que, no fundo, tenta compensar um pouco aquilo que é a participação neste cortejo, mas também homenagear os nossos campinos. Ainda no dia 17, temos de facto, aqui também na nossa Monumental de Coruche, a grande corrida que se vai apresentar aqui na Monumental de Coruche e também com homenagem aos nossos campinos.”

No último dia, 18 de Agosto, “é o dia do encerramento das nossas festas com um conjunto de actividades culturais”.

O autarca coruchense realça ainda, que para além dos nomes dos artistas nacionais presentes no cartaz, “a comissão de festas tem esta preocupação de trazer sempre a palco também artistas locais, no sentido de lhes dar divulgação àquilo que são os seus trabalhos dos poderem promover também”, algo que mais uma vez “as nossas festas, através da Comissão, tiveram essa preocupação de trazer a palco um conjunto alargado de artistas coruchenses que vão ter a oportunidade também de actuar nas nossas festas.”

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