Falcoaria é um dos ex-líbris do concelho de Salvaterra de Magos e uma das referências turísticas da região

2 Dezembro 2021, 8:41 Não Por João Dinis

 

 

No dia em que se celebravam os cinco anos sobre a designação da Falcoaria como Património Imaterial da Humanidade por parte da UNESCO, O Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, salientava que a Falcoaria é uma das actividades culturais de maior relevância no concelho e uma das portas de entradas do mercado turístico de Salvaterra de Magos

A Falcoaria Real assume particular relevância no património histórico/cultural e edificado do concelho de Salvaterra de Magos”, começa por referir o autarca, acrescentando que “o projecto que desenvolvemos com a Universidade de Évora e com a Associação Portuguesa de Falcoaria, permitiu há cinco anos classificar a Falcoaria em Portugal como Património Imaterial da Humanidade da Unesco e é um dos ex-líbris da sede do concelho de Salvaterra de Magos.”

Hélder Esménio diz-nos ainda que a falcoaria “é uma porta de visita ao nosso concelho e o que importa é que as pessoas venham”, “temos a falcoaria, mas também temos outras portas de entrada, como o Escaroupim e o rio Tejo, os passeios de barco” diz-nos, acrescentando que neste momento a autarquia está também a trabalhar noutro projecto cultural que será também uma outra porta de entrada no concelho, “os bordados da Glória do Ribatejo, cuja classificação no inventário nacional de património imaterial já foi por nós solicitada, a candidatura foi apresentada para a discussão pública”, referindo que com esta candidatura o município pretende “criar e preservar a história, preservar aquilo que nos dá a nossa identidade cultural e ao mesmo tempo tentar atrair pessoas e visitantes ao concelho, seja pelo lado da charneca, pelo lado do rio, seja pelo lado da falcoaria, o que importa é que venham”, disse.

Este investimento na cultura e na atracção turística é também uma oportunidade para os agentes turísticos do concelho de Salvaterra de Magos, e disso mesmo deu conta o Presidente que diz “esperar que os operadores turísticos façam o uso, e bom uso, do produto que vamos construindo e ajudem a divulgar e a promover esse produto” , pretendendo que todos possam trabalhar esses produtos turísticos, sendo parceiros e aliados do município.

Estas oportunidades criadas pela cultura acabam por ser proveitosas para outras artes, como bem refere Hélder Esménio que nos explica que estas ocasiões são “um pretexto para trazermos música, trazemos cultura ao concelho de Salvaterra de Magos, permitindo o interface entre os nossos artistas e os outros artistas da região e do país, e ficamos muito contentes quando as coisas correm bem como foi o caso de hoje”, concluiu.