A exposição “Nós do Tejo”, patente na Golegã até ao próximo dia 5 de julho, continua a revelar importantes contributos para o conhecimento da história mais antiga do concelho. Integrada na programação das Jornadas Europeias de Arqueologia 2026, a iniciativa acolheu esta semana a apresentação de novos dados sobre a ocupação pré-histórica do território, com destaque para a descoberta de uma armadilha de pesca pré-histórica no sítio arqueológico de Mato de Miranda.
A sessão foi promovida pelo Centro Português de Geo-História e Pré-História (CPGP) e conduzida pelo professor Silvério Figueiredo e pela doutoranda Vanessa Antunes, que deram a conhecer os resultados das mais recentes investigações realizadas no local.
Segundo os investigadores, a estrutura agora identificada corresponde a uma armadilha de pesca construída com seixos de quartzito, utilizada para capturar peixe durante períodos de cheia numa pequena zona alagada, cuja marca na paisagem ainda hoje é visível.
A descoberta representa um novo contributo para o estudo da presença humana pré-histórica na Golegã, permitindo ampliar o número de sítios arqueológicos conhecidos no concelho e aprofundar o conhecimento sobre os modos de vida das comunidades que habitaram esta região há milhares de anos.
Durante a apresentação, os participantes tiveram ainda oportunidade de esclarecer dúvidas relacionadas com o trabalho arqueológico e com os métodos utilizados na investigação e preservação do património.
O Centro Português de Geo-História e Pré-História desenvolve atividade museológica na freguesia de São Caetano há 13 anos, através do seu núcleo expositivo, tendo contribuído para o estudo da ocupação humana da Golegã e para a investigação de vestígios paleontológicos em Portugal, com particular incidência na região do Cabo Espichel.
A futura reconstrução da armadilha de pesca pré-histórica deverá integrar a oferta expositiva do centro, permitindo aos visitantes conhecer de forma mais próxima esta descoberta. Até lá, a exposição “Nós do Tejo” continua aberta ao público na Golegã, podendo ser visitada até 5 de julho.





