Exposição “24 minutos” de Rui Augusto para ver até 30 de Junho em Coruche (Com Fotos)

30 Maio 2021, 14:40 Não Por Redacção

Foi inaugurada na manhã deste domingo, 30 de Maio, na Galeria do Mercado Municipal de Coruche a exposição “24 minutos”, do pintor coruchense Rui Augusto.

O artista autodidata e emergente do concelho de Coruche, reúne 24 obras pelas quais entretece influências diversas que desaguam na hibridez da sua criação artística singular, resultante de abordagens em pot-pourri de técnicas e inspirações diversificadas.

“24 Minutos” é o título da exposição, mas também o tempo ao longo do qual o autor desafia o visitante a apreciar a obra exposta, dedicando um minuto a cada quadro.

O pintor Rui Augusto encontra-se na sua quarta fase criativa, que se traduz na transição da representação inspirada de obras de artistas de referência para a criação estética pura, impregnada pelo imaginário particular do autor. Considerando-se em processo de transformação, Rui Augusto transita, também ele, para um momento de afirmação da sua obra, uma vez percorrido um longo curso de aprendizagens e de experiências adquiridas pelo autodidatismo. “Metamorfose” é, precisamente, o título do quadro que centraliza as atenções e que pontifica o percurso expositivo, percorrido ao som de música dos anos 20, 30 e 40 do século passado – a música que foi também banda sonora dos pintores de referência de Rui Augusto.

Sobre Rui Augusto

Rui António da Costa Agostinho Fernandes Augusto nasceu a 27 de junho de 1972, em Santarém. Frequentou o Curso Secundário Vocacional de Iniciação às Artes Plásticas, Design e Arquitetura na Escola Secundária Ginestal Machado e, mais tarde, cursou durante quatro anos as Oficinas Criativas e Artísticas do mestre modelador ceramista José David Esteves, ou Relvas, responsável por diversas obras que ornam espaços municipais. Com Relvas, Rui Augusto aprendeu a arte da cerâmica e da pintura em azulejo e barro vidrado.

Ao longo dos anos, o autor participou em exposições municipais, nomeadamente nas Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo e no projeto Envolvências Locais, da Bienal de Coruche. Familiarizou-se expressivamente com a pintura em tinta da China e, a partir de 2014, consolidou técnicas em acrílico sobre tela ao longo de três anos de ensaios pictóricos. Em 2017 participou na Bienal de Coruche, no Espaço Expositivo IV com as obras “Encontro Familiar”, “Metamorfose” e “Degustando”.

Em 2019 foi incluído na coletiva criativa e artística do Programa Trajetos – Sociedade, Cultura e Igualdade, nomeadamente nos âmbitos de correlação da pintura ao empreendedorismo e da reprodutibilidade da obra em cerâmica e têxtil. Já em 2020 participou novamente na coletiva, integrada no mesmo programa municipal.

Fotografias: Direitos Reservados